O mês de Junho despede-se deixando algumas “nuvens” no horizonte. E o mais curioso, nesta como noutras despedidas, é que, se se verificasse que estas “nuvens” eram constatação literal, isso deixava-nos a todos com alguma esperança e alegria no rosto – tirando, claro está, um ou outro veraneante, a quem a chuva perturbaria. Na verdade, não passa de sentido figurado, o que é pena, reafirmamos.
A sociedade portuguesa e os grupos sociais mais diversos tomaram conhecimento das medidas governativas que, lamentavelmente, são mais desanimadoras e cosméticas do que incentivo ao investimento, à poupança, à geração de mais oportunidades. Os que podem já estão a fugir das responsabilidades; e criou-se uma depressão nacional em todos os quadrantes, inclusivamente emocional. Apertam-se o calor, os incêndios, o tédio que é pensar e falar sobre nós próprios, as nossas desilusões e ilusões! Não há paciência!
Um pequeno exemplo, para ilustrar como o interesse por gerar alguma riqueza está mais virado para o ilícito do que para o lícito; poderá não ser o mais feliz e adequado, mas é o verificado; veja-se com que frequência os jornais abrem com a notícia: foi realizada no nosso país, pela policia judiciária, a maior apreensão de droga – é sempre a maior!? -, …Ora, se é pública a falta de meios (materiais e humanos) em todas as forças de segurança e judiciais, então somos levados a concluir que, não havendo mais investimento nas forças, aumentaram os actos ilícitos, criando ocasião aos poucos agentes de apreender alguma coisa!
Em suma, regressamos à normalidade! Pobres, alimentados por uns domingos de futebol!
Esse é outro regresso. Já manchado pela morte de Hugo Cunha, em condições que nos obrigam a manter apurada a reflexão sobre o sentido da vida humana!
De resto, aí estão Pinto da Costa, Loureiro (pai e filho), Filipe Vieira, Dias da Cunha, Chumbita Nunes, João Bartolomeu, … Artur Filipe e o Beira Mar! Os protagonistas da bola estão de volta! Tudo normal!
Vamos lá arrancar com isto para ver se o horizonte desanuvia! Venha o salvador da pátria, o futebol!
Desportivamente… pelo desporto!
