O Presidente da AMRia – Associação dos Municípios da Ria e da GAMA – Grande Área Metropolitana de Aveiro, Ribau Esteves, denunciou, uma vez mais, o estado de abandono em que se encontra a Ria de Aveiro, exigindo urgência na criação da sociedade “de tipologia” Polis para a Ria de Aveiro, anunciada pelo Ministro do Ambiente, de modo a que se possa actuar rapidamente no desassoreamento de alguns dos principais canais da ria e na consolidação das margens, nomeadamente no Canal de Ovar e no Lago do Paraíso.
O apelo do presidente da AMRia e da GAMA surge como resposta ao facto do Ministro Correia de Campos ter “atrasado” a criação da Sociedade Polis de Aveiro, ao criar uma equipa de estudo para implantação da mesma. Enquanto isso, “o governo tomou a decisão de entregar a gestão da Ria de Aveiro à Região Hidrográfica do Centro, que não vai ter mais capacidade técnica do que possui a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro”, refere Ribau Esteves, ainda que não ponha em causa a competência técnica da investigadora aveirense Teresa Fidelis, escolhida para dirigir a Região Hidrográfica do Centro, como referiu ao dizer que acredita muito na pessoa escolhida para a dirigir.
Ribau Esteves afirmou que se chegou a tal ponto “de abandono até administrativo” que nem as taxas dominiais são cobradas. Quando “o governo que se queixa tanto de falta de dinheiro, nem as taxas dominiais de 2006 e 2007 conseguiu cobrar”, afirmou, acrescentando que as taxas “representam cerca de 600.000 euros”.
