Roteiro pelo património municipal aveirense degradado

O barco moliceiro completamente degradado, com tábuas partidas e podres, situado no relvado fronteiro ao Parque de Feiras e Exposições de Aveiro, é o local de partida para este roteiro pelo património artístico e monumental municipal aveirense degradado.

A segunda etapa é junto ao antigo barreiro, local que o geólogo e paleontólogo Galopim de Carvalho considera ser de elevado valor científico e patrimonial devido aos fósseis aí encontrados. O local continua degradado, com vegetação a cobrir a rocha, sendo praticamente impossível a visualização de qualquer camada geológica.

A terceira etapa, que se situa bastante próxima, é a Capela de S. Tomás de Aquino, cujas obras de recuperação se encontram paradas há vários meses. A envolvência mais parece uma selva, apesar da existência de vestígios de interesse arqueológico-industrial.

A quarta etapa tem por objetivo apreciar o estado de abandono em que se encontra o que se pensa ser o único troço ainda existente das antigas muralhas de Aveiro, troço coberto por vegetação.

A quinta etapa é junto ao monumento evocativo de Manuel Firmino, frente ao Mercado Municipal. O busto do deputado na Câmara Constitucional e presidente da Câmara Municipal de Aveiro foi há muito roubado, restando somente o pedestal com a respetiva legenda evocativa.

Três etapas

pelos azulejos degradados

A sexta etapa, junto ao Mercado Manuel Firmino, pretende mostrar os azulejos partidos e em falta no painel concebido pelo pintor aveirense Jeremias Bandarra e executado pelo ceramista aveirense Zé Augusto.

A sétima etapa fica na entrada das traseiras do Museu Arte Nova, frente ao Mercado do Peixe (Mercado José Estevão), onde há um painel de azulejos a necessitar urgentemente de recuperação, sob pena da pintura se perder irreversivelmente.

A oitava etapa acontece já no designado Túnel de Esgueira, onde há painéis de azulejos (mosaicos) criados por Vasco Branco completamente conspurcados e desfigurados por grafites.

Cardoso Ferreira