Olho de Lince É verdade que não se dispensa o carinho e dedicação dos mais próximos, que a cooperação de instituições especializadas é um contributo fundamental… Mas também se percebe que módicos investimentos, públicos ou privados, podem acrescentar um sabor próprio à vida – de todos, dos que são portadores da deficiência e dos que os tratam.
Foi muito agradável ver que a “praia acessível”, sem exigir grandes recursos, mobiliza sinergias e gera um clima de alegria, de sentido da vida, de consideração por quantos carregam o fardo da limitação física ou mental.
Estes pequenos gestos exprimem um respeito, um culto de vida, extremamente necessário para interpelar quantos ainda chafurdam no pântano do culto de morte. Custa tão pouco proporcionar um ar de felicidade! E, curiosamente, aqueles que dão esse contributo acabam por sentir e transmitir a felicidade que, porventura, nunca tinham sonhado vir a encontrar por esses caminhos.
Q.S.
