Reaprender… para viver melhor A filha do senhor Doente e Idoso aguardava-nos. Introduzidos no quarto do paciente, logo verificámos a relação de extrema afinidade daquele pai e daquela filha. Reconciliado, quis receber a Unção dos Doentes e o Senhor.
Foi um ambiente sereno, de interioridade, mas de alegria. Para o doente fora a realização de um ansioso desejo; para a filha não foi uma questão de tranquilidade, como acontece às vezes, mas sim o cumprimento de um dever – proporcionar ao seu pai as ajudas espirituais de que a Igreja dispõe, na velhice ou na doença grave. Nem se incomodava daquilo que dissessem os vizinhos, que pensam que chamar o sacerdote é para apressar a morte.
A Unção dos Doentes é um sacramento de vivos. Tem pleno sentido ser recebida conscientemente. Aliviará e confortará espiritualmente o doente; e, se for da vontade de Deus, poderá influenciar a recuperação das forças físicas e da saúde. É um sacramento de cura.
Daí que, da parte dos familiares, se peça toda a solicitude em proporcionar aos seus, a tempo e horas, este encontro com a Graça. É uma celebração, discreta mas completa. E faz bem também aos familiares, quando participam com espírito livre, sem preconceitos.
Q.S.
