A criação de uma marca europeia de qualidade é fundamental para preservar a produção de sal segundo os processos tradicionais.
O “Sal Tradicional Rota do Atlântico”, onde se integra o sal produzido artesanalmente nas marinhas aveirenses, deverá passar a ser uma marca europeia de qualidade, conforme o pedido de registo publicado, no passado dia 27 de Janeiro, no Boletim de Marcas Comunitárias n. º 2011/018.
Esta proposta foi apresentada conjuntamente pelos parceiros portugueses do projecto Ecosal Atlantis | Interreg Espaço Atlântico, que incluem o município de Aveiro (Museu da Cidade de Aveiro), a Universidade de Aveiro, o município da Figueira da Foz e o município de Rio Maior. Este projecto tem como objectivo principal promover a rota portuguesa do sal tradicional, na sequência do processo iniciado em Espanha no decurso de um programa anterior. Um registo semelhante está a decorrer em França e em Inglaterra pelos respectivos parceiros.
A criação da rota constitui uma das actividades relevantes do projecto Ecosal Atlantis [Acção 5.2], já que estrutura toda a dinâmica das suas acções [Património, Biodiversidade, Comunicação e Desenvolvimento local sustentável] e conduz à continuidade e sustentabilidade das acções agora desenvolvidas após 2012. Além disso, a rota é a base para a articulação de actuação e para o desenvolvimento de iniciativas de valorização e disseminação patrimonial e turística de sítios salineiros numa perspectiva da cultura e da natureza.
No município aveirense, a dinamização da rota e planeamento de actividades centra-se no Ecomuseu Marinha da Troncalhada e no seu Centro Interpretativo, enquanto núcleo do Museu da Cidade de Aveiro vocacionado para a prática da salicultura e para o património lagunar.
