A Santa Sé classificou como uma “monstruosidade” a aprovação, por parte dos parlamentares britânicos, da utilização de embriões híbridos, criados mediante a introdução de ADN humano em óvulos de animais.
O presidente da Academia Pontifícia para a Vida (APV), D. Elio Sgreccia, considerou, em declarações à Rádio Vaticano, que esses tipos de pesquisas “são graves do ponto de vista ético”. “Cada vez que a barreira homem-animal é quebrada, tivemos consequências muito graves, ainda que involuntárias”, afirmou o presidente da APV.
D. Sgreccia acredita que a ideia de ajudar a encontrar remédios para doenças genéticas como o Alzheimer ou a Doença de Parkinson a partir de embriões híbridos “não tem fundamento”. “É uma mentira mediática sem base científica”, atirou.
Anteriormente, o presidente da APV tinha lembrado que este tipo de embriões era o único excluído da fecundação artificial em todos os códigos internacionais, por serem considerados ofensivos à dignidade humana.
