Sarcasmo e chauvinismo!

Ponta de Lança Sarcasmo vem do grego sarx (carne) e do verbo daí derivado sarkázein (arrancar carne). Um comentário sarcástico portanto, é aquele que “arranca carne”, isto é, que fere. Diz-se, por exemplo, do humor inglês!

Chamamos de “chauvinista” alguém cegamente patriota ou rigidamente convencido da superioridade do grupo a que pertence. O termo deriva de Nicolas Chauvin, um soldado do exército napoleónico, cuja história verdadeira misturou-se à lenda de uma forma inseparável. Chauvin lutou em diversas campanhas e ficou severamente mutilado, depois de ser ferido 17 vezes em combate. Por sua bravura, o nome de Chauvin, que foi condecorado pessoalmente por Napoleão.

Em suma, foi no que deu, entre franceses e ingleses, a cimeira europeia do Luxemburgo! Há cada vez mais a quererem mais! Continuamos pobres!

De lá (Luxemburgo) para cá (Portugal) perscrutamos em todas as latitudes a insatisfação social face às medidas pouco populares e, infelizmente, muito ineficazes do Executivo. Quem governa o Estado (já não dizemos quem nos governa, porque isto parece sem governo há muito!?) deveria voltar à mercearia, à tasca, à loja, à taberna para apreender experimentalmente que só há poupança duradoura se a acompanhar a receita houver cortes na despesa, equilíbrio entre o deve e haver!?

Acreditamos que, com sacrifício, podemos recompor o estado do Estado. Mas as expectativas ficam condicionadas quando o que se faz notar são as sobrecargas de tostões (para quem mais precisa) e de milhões (para os que mais podem).

Soluções para medidas que provocam riqueza imediata no país: primeiro, cortar já nas compras (fragatas, submarinos, aviões, carros oficiais, assessores, campanhas eleitorais, subsídios partidários, deputados, direcções regionais, delegações, institutos, ministérios, Câmaras, regalias políticas, ….); segundo, incentivar à excelência (no ensino, na justiça, na protecção e segurança, na ciência, na indústria, …); terceiro, vender/reciclar a imensidão de prédios, propriedades perdidas na mão do Estado; quarto, chamar a tribunal todos os governantes de Portugal nos últimos trinta anos e obrigá-los a pagar todas as práticas de gestão danosa (pelo menos!); quinto, baixar os impostos e eliminar burocracias que permitam capitalizar investimentos; sexto, vender jogadores de futebol! Isso é que dá dinheiro!

Desportivamente… pelo desporto!