O secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, deslocou-se a Aveiro, para entregar o certificado de qualidade à Região de Turismo da Rota da Luz, a primeira região de turismo portuguesa a ter os seus serviços certificados segundo a norma de qualidade internacional ISO 9001.
Aproveitando a sua vinda a Aveiro, Bernardo Trindade deslocou-se à zona portuária, na Gafanha da Nazaré, para se inteirar do projecto da Marina da Barra e do interesse da APA – Administração do Porto de Aveiro, e também da própria Rota da Luz, em que o porto de Aveiro passe a ser escalado regularmente por navios de cruzeiro.
Um dos objectivos do Governo, em relação ao PENT – Plano Estratégico Nacional do Turismo, visa, no dizer do secretário de Estado do Turismo, “mobilizar esforços no sentido de que o turismo náutico seja efectivamente uma realidade”, desde que “no cumprimento escrupuloso da lei e daquelas que são as normas aplicadas em termos do respeito pelo meio ambiente e pelo ordenamento do território. Salvaguardadas essas questões, não vejo porque é que o projecto não possa avançar”. No entanto, Bernardo Trindade realçou que isso só acon-tecerá “depois de uma análise muito pormenorizada, desde que respeita-das e ouvidas as diversas entidades que têm de se pronunciar sobre esta matéria; nessa altura, é que se poderá dizer se está ou não em condições de avançar”, acrescentou.
O presidente da APA, José Luís Cacho, manifestou o interesse do porto em receber mais navios de cruzeiro, o que já aconteceu em 2006, mas agora de uma forma mais regular, tanto mais que o porto de Aveiro tem condições e potencialidades para isso, estando a APA disponível para criar, na zona do terminal de pescado, uma estrutura vocacionada para receber turistas e navios de cruzeiro. O cais desse terminal de pescado, construído há três anos, já foi utilizado nas anteriores vindas de cruzeiros.
Extinção da Rota da Luz?
Sobre a reorganização das regiões de turismo, o secretário de Estado de Turismo referiu que as novas regiões deverão ficar definidas ainda no corrente ano, com a aprovação da Lei Quadro das Regiões de Turismo, tal como acontecerá com as respectivas comissões instaladoras, de modo a que, no início de 2008 “as novas regiões de turismo estejam a funcionar”, com “meios reforçados e com uma forma de representar o país e de divulgar cada uma destas realidades bem diferente daquela que neste momento existe, onde havia uma atomização forte de regiões de turismo e onde, muitas vezes, esta representatividade local não era uma realidade”.
Quanto ao futuro da Rota da Luz, o governante esclarece que “estamos a estudar o novo mapa com a reorganização das regiões de turismo”. A solução será “a que equilibre todas estas realidades e que, sobretudo, preste um belíssimo serviço àquele que é o papel até hoje preconizado pelas regiões de turismo”.
C.F.
