João Sousa Ribeiro, “ílhavo-aveirense”, abriu uma ligação da laguna para o mar. O livro é apresentado no dia 30.
João Sousa Ribeiro é a figura histórica que Senos da Fonseca revela ao público no livro intitulado “João Sousa Ribeiro – O Pai da Pátria”, que será apresentado no Museu da Cidade, em Aveiro, no dia 30 de junho, numa edição da Câmara Municipal de Aveiro com o apoio da ADERAV.
Filho de pais ilhavenses, e residente em Ílhavo, no antigo palacete de Alqueidão, João Sousa Ribeiro também possuía um outro palacete em Aveiro, pelo que o autor da sua primeira biografia designa-o por “um ílhavo-aveirense, que desempenhou as funções de capitão-mor de Ílhavo”.
O biógrafo realça que “num período que foi o de maior desgraça para a Ria de Aveiro, cujas águas estavam completamente inquinadas por a barra fechada e assoreada, numa altura em que quase todos fugiram daqui e em que não havia dinheiro para fazer a obra da reabertura da barra, por causa do terramoto de Lisboa, João Sousa Ribeiro propôs que os nobre deviam assumir e pagar as obras, garantindo ao rei D. José I que, não houvesse mais ninguém, ele próprio assumiria o pagamento da obra. O rei concedeu-lhe autorização para fazer a obra, e a barra voltou a ser reposta na Vagueira”. Devido a ter assumido essa obra, Senos da Fonseca afirma que João Sousa Ribeiro “foi considerado o Pai da Pátria. Todas as terras em volta da laguna o homenagearam”.
Anos mais tarde, logo após o atentado contra o rei D. José I, quando o Marquês de Pombal culpabilizou o Duque de Aveiro por esse atentado, “e como se temia que Aveiro pudesse ser penalizada por esse facto, João Sousa Ribeiro foi apresentar ao rei razões para que Aveiro não fosse penalizada por esse acontecimento”. Os argumentos por ele apresentados foram, no dizer de Senos da Fonseca, de tal modo convincentes, que o rei “não penalizou Aveiro e até a distinguiu elevando-a à categoria de cidade”.
Por tudo isso, o livro demonstra que João Sousa Ribeiro foi “um homem de consensos, um político com uma habilidade fora do normal e com uma palavra que valia mais do que uma assinatura”.
Cardoso Ferreira
Membro da Academia de Marinha
e da Sociedade de Geografia
Recentemente, devido essencialmente ao rigor de investigação que demonstrou na elaboração do livro “Embarcações Que Tiveram Berço na Laguna”, Senos da Fonseca foi eleito, por unanimidade, membro da Academia de Marinha e da Sociedade de Geografia.
Nos últimos anos, Senos da Fonseca tem realizado diversos trabalhos de investigação sobre a história e a cultura marítima da região de Ílhavo e Aveiro, estudos esses que têm sido publicados em livro ou revelados através das várias páginas que tem na Internet. A par disso, tem divulgado a cultura ilhavense em palestras e conferências em diversos pontos do país.
É com alguma mágoa que Senos da Fonseca diz que se Ílhavo tratasse da Cultura como ela deve ser tratada, apareceriam muitos mais investigadores e estudiosos da história e da cultura ilhavense. “A minha pena é que não se apoiem esses jovens, muitos dos quais me aparecem com trabalhos muito bons, mas que ficam na gaveta porque ninguém se interessa por publicá-los”, afirma.
