Sentidos que vêem mais!

Reaprender… para viver melhor Continuamos a citar o teólogo J. Ratzinger, no contexto das celebrações pascais. Não é uma definição da Ressurreição de Jesus. São algumas reflexões, para que vejamos este mistério mais do que através dos próprios sentidos.

“Jesus não é um morto ‘que voltou’ como, por exemplo, o jovem de Naim ou Lázaro, que foram chamados novamente à vida terrena, a qual, depois, acabou por ser concluída com uma morte definitiva. A Ressurreição de Jesus não é uma morte clínica, que também conhecemos hoje e que, em determinado momento, termina com uma morte sem retorno.”

Jesus Ressuscitado ‘deu-Se a ver’, ‘mostrou-Se’. “Esta fórmula torna manifesto que se trata aqui de algo diferente: que, depois da Ressurreição, Jesus pertence a uma realidade que, normalmente, se subtrai aos nossos sentidos. Só assim se pode explicar a não-recognoscibilidade de Jesus, narrada unanimemente por todos os evangelistas. Ele já não pertence ao mundo perceptível pelos sentidos, mas ao mundo de Deus. Por conseguinte, só poderá vê-lO aquele a quem Ele o conceda. E nesse modo de ver estão envolvidos também o coração, o espírito, a pureza interior do homem.”

A Ressurreição deu-se na história; mas o Ressuscitado está para além da história. “Manifesta-Se aos sentidos; contudo, só pode estimular sentidos que vêem mais do que através dos próprios sentidos.”

Q.S.