O anonimato é apanágio dos meios urbanos de maior dimensão. Há lugares onde se cumpre com exactidão a expressão do poeta “andar solitário entre a gente”. Não se esperaria outra coisa em locais como a nossa capital.
Pois foi muito agradável a surpresa. O carteiro – imagine-se: o carteiro! – subia a rua puxando o seu “atrelado” com as notícias aguardadas pelos habitantes. E – pasme-se! – saudava nominalmente toda a gente dali que ia encontrando!
A surpresa era ainda maior por se tratar de um jovem. Em verdade, para além de notícias porventura esperadas com ansiedade, levava aos moradores do bairro a boa disposição de quem serve com rosto, a pessoas com rosto! E isso é louvável, sobremaneira louvável!
