Reaprender… para viver melhor Ainda, e mais uma vez, aqui trazemos a Oração Eucarística. Para sublinhar dois dos aspectos referidos anteriormente. Por um lado, o silêncio de adoração que a assembleia deve viver profundamente, enquanto o presidente proclama essa Oração.
Temos muita dificuldade em ouvir com os ouvidos do coração. Por isso, muitos participantes da assembleia eucarística procuram acompanhar, com o sussurro das mesmas palavras, a memória ou a invocação que o presidente vai fazendo; como que para fazer sentir aos ouvidos do seu corpo o que não são capazes de deixar chegar aos ouvidos do espírito.
Não se pode falar e ouvir no mesmo acto! A sofreguidão de dizer o que se ouve perturba a meditação, a vivência, a celebração, do que se escuta. O silêncio fala por si ou, neste caso, faz ressoar no nosso íntimo a essência do mistério eucarístico.
Depois – isso sim! – deveria soltar-se, espontânea e entusiasticamente, o nosso AMEN à doxologia final da oração Eucarística: por Cristo, com Cristo… Se tal doxologia é cantada, acordam-se as mentes e a resposta tem alguma expressão. Se é apenas proclamada, aí vem a mesma tentação de a dizer com o presidente… e morre a expressão de concordância do povo de Deus: o AMEN aparece sumido, dito apenas por uns tantos, mais atentos ou mais habituados ao rito.
Q.S.
