Utilizando meia tonelada de pipocas e outro tanto de cascas de pinheiro e bocados de madeira, a Autoridade Marítima Nacional (AMN) simulou no dia 11 de Março um derrame de hidrocarboretos no molhe sul da Barra. Pelo canal da Barra passam navios-tanques de nafta, pelo que a operação pretendeu testar a capacidade dos meios e a conjugação dos esforços do Serviço de Combate à Poluição do Mar (dependente da AMN), APA (Administração do Porto de Aveiro), Departamento Marítimo do Norte e Câmara Municipal de Ílhavo.
Segundo Joana Jerónimo, coordenadora das operações no terreno, o simulacro mostrou que os meios “agiram com prontidão e eficácia”. “As pipocas foram delimitadas por barreiras na água e recolhidas antes de entrarem na Ria ou já na própria Ria, enquanto a estilha foi recolhida na praia da Barra”, disse ao Correio do Vouga. A operação, intitulada “Galeota 2010”, contou com a colaboração de alunos das universidades Lusófona (Porto) e de Aveiro.
Joana Jerónimo reconhece que o simulacro deu-se em condições ideais, prevendo-se de antemão o comportamento dos materiais lançados à água, mas considera que a região está bem apetrechada para resolver uma situação real. “Alguns dos meios estão fora do Porto de Aveiro, mas rapidamente se deslocam para cá. Numa situação real, entre o embate e o derrame, passa algum tempo, que dá para preparar a acção. Por outro lado, a maré pode estar a descer e os poluentes afastam-se da praia”, afirma. Na operação foi ainda testada a evacuação de um ferido grave.
J.P.F.
