Sobrevivência das instituições é a maior urgência para presidente reeleito da CNIS

Padre Lino Maia elogiou “postura extremamente digna” do candidato derrotado e prometeu aproveitar ideias da lista concorrente.

A sobrevivência financeira dos organismos de apoio social é a prioridade mais importante para o presidente reeleito da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).

“A urgência das urgências é a promoção da sustentabilidade das instituições. Os recursos são escassos e os desafios são grandes porque temos de fazer mais com menos e não podemos fechar portas”, disse à Agência Ecclesia o padre Lino Maia.

O responsável que no sábado passado foi reeleito em Fátima para o terceiro mandato consecutivo à frente da CNIS disse que durante o período pré-eleitoral pôde “constatar no terreno o aumento das dificuldades” das cerca de 2700 instituições associadas.

O dirigente de 64 anos explicou que a sua presidência, até 2014, vai também dar atenção à “promoção dos valores, corresponsabilidade na contratação coletiva, formação, educação, ação social, saúde, desenvolvimento local, voluntariado e descentralização”.

O sacerdote da Diocese do Porto venceu contra a lista encabeçada pelo padre Arsénio Isidoro, do Patriarcado de Lisboa, naquela que foi a maior participação eleitoral da história da CNIS: das 2100 instituições com direito a voto, 954 expressaram a sua vontade, quando no anterior sufrágio tinham sido seis centenas.

O reeleito elogiou “a postura extremamente digna” do oponente de 38 anos, que “mostrou grandes qualidades e vontade de colaborar”: “Terminou a sua intervenção no dia das eleições dizendo que ele, juntamente com quem o apoiou, integraria a equipa da CNIS”, assinalou.

Das propostas feitas pelo padre Arsénio nas semanas que antecederam a eleição, o presidente da Confederação destacou a “necessidade da promoção de algum lucro por parte das instituições” para ser investido em serviços: “É uma proposta muito interessante que convém equacionar”, disse.

Ecclesia / CV