Educar… hoje Mês de Dezembro, tempo de Natal.
Mês de Dezembro, dia do Voluntariado.
Mês de Dezembro, comemoração da assinatura da Carta dos Direitos Humanos.
Mês de Dezembro, entrega do Prémio Nobel da Paz.
Mês de Dezembro, tempo de Natal.
Coincidências felizes estas:
– 5 de Dezembro é o Dia Internacional do Voluntariado;
– Alfred Nobel morreu a 10 de Dezembro, em 1896, tendo-se estabelecido esse dia como o da atribuição do Prémio Nobel da Paz. Neste ano de 2004, Wangari Maathai, uma mulher queniana, foi distinguida mundialmente, pela defesa do meio ambiente e pela educação para a preservação da natureza;
– a ONU instituiu 10 de Dezembro como o Dia dos Direitos Humanos;
– a Igreja Católica celebra o nascimento de Jesus Cristo a 25 de Dezembro.
Nas Escolas, o mês de Dezembro encerra o primeiro período lectivo, com o balanço das actividades. Na maior parte, há reuniões e atribuem-se classificações. Talvez porque sobrecarregado com o processo avaliativo, o mês de Dezembro é muitas vezes sinónimo de trabalho desmesurado para grande parte dos Alunos e Professores. É pena que não haja mais tempo para trabalhos de fôlego relacionados com os Direitos Humanos e o Natal propriamente dito.
Numa perspectiva de solidariedade social e de voluntariado, surgem todavia campa-nhas nas Escolas, da iniciativa de grupos de professores ou de alunos / turma, que recolhem alimentos, brinquedos e vestuário para algumas instituições de apoio às crianças e aos idosos. Mas estas campanhas darão muito mais frutos se não forem simplesmente pontuais. De facto, tornar-se-ão campanhas fiéis ao espírito natalício, se se fundarem na investigação e no estudo por parte dos intervenientes sobre aqueles que são o alvo da sua acção, através das visitas às instituições, das entrevistas a funcionários e utentes, ou de reportagens para o jornal da Escola.
Por outro lado, como alguns programas de diversas disciplinas apontam para a defesa dos Direitos Humanos, há também turmas que apostam em exposições nesta altura do ano. Mas é preciso que se manuseiem os Programas facilmente, porque nem sempre coincidem as temáticas a trabalhar com as alturas do ano mais propícias. Aí, está o papel do Professor que deve fazer coincidir o tratamento desses assuntos com o tempo favorável. Se não… realizam-se trabalhos interessantes, mas que acabam por não ser divulgados na altura certa.
Neste ano de 2004, a ONU assinalou o Dia Internacional dos Direitos Humanos com o lançamento de um programa especial no âmbito da Educação, para o triénio 2005/2007. «A educação no domínio dos direitos humanos é muito mais do que uma simples lição na escola ou do que o tema de uma dia; é um processo que visa dar às pessoas os instrumentos de que precisam para viver em segurança e com dignidade», sa-lienta Kofi Annan, o secretário-geral da ONU.
Um dos objectivos desse programa é a integração das questões de direitos humanos nos currículos, uma mudança dos métodos de ensino «e, o que é mais importante, uma melhoria das condições em que o ensino é ministrado», sublinha o secretário-geral da ONU.
Para desenvolver e fomentar uma cultura dos Direitos Humanos é, sem dúvida, necessário apostar na educação, nas Escolas, na formação de Alunos, Funcionários e Professores.
Podemos esperar pelos Programas das Nações Unidas, mas sabemos que em muitas Escolas se avança já com algum trabalho no âmbito do voluntariado, no alerta para situações de desrespeito dos direitos básicos da Pessoa Humana, mundial ou localmente. É preciso dar visibilidade a tais acções, com exposições, com reflexões dinamizadas por Professores ou por outros intervenientes, como as Associações de Pais e de Alunos, por exemplo.
Um desafio: nas Escolas, por que não começar a época natalícia na altura da atribuição do Prémio Nobel da Paz, no dia das comemorações da assinatura da Convenção dos Direitos Humanos? Não é, afinal, uma mensagem de PAZ que o Menino nascido em Belém nos veio trazer?
