Encontro de Calvão encerrou etapa pastoral dedicada à família e lançou a missão jubilar diocesana. “Vive esta hora”.
“Igreja de Aveiro, convoco-te para a missão: Vive esta hora. Esta é a hora de Deus. Esta é a hora da Igreja. Por isso é, também, a tua hora”. Terminou com esta convocação do Bispo de Aveiro para a missão jubilar diocesana a grande festa das famílias, no Colégio de Calvão, no dia 20 de maio. Primeiro, celebrou-se a alegria de ser família; depois apelou-se ao testemunho em sociedade. “Nesta Missão – explicou D. António Francisco – buscamos a solidez, a abertura e o diálogo da Fé para irmos ao encontro de todos os homens e mulheres do nosso tempo nos mais variados átrios da vida, da cultura, do trabalho, da ação social e do lazer e para, pelo caminho e anúncio evangélico das bem-aventuranças sermos fermento de uma humanidade nova. É com novo ânimo evangelizador que queremos dar visibilidade ao que de melhor existe e se faz na nossa sociedade e na Igreja que somos”. A missão será vivida ao longo de 2012-13, estando para breve a divulgação dos seus princípios, objetivos e calendário.
Participaram na festa das famílias vários milhares de pessoas, de todas 101 paróquias de Aveiro. De algumas paróquias de Sever do Vouga vieram trezentas pessoas de autocarro. De Macieira de Alcoba, Águeda, talvez a paróquia mais pequena e remota da diocese, estava, como disse o seu pároco, P.e José Camões, mais de metade dos que habitualmente vão à missa ao domingo. Na Eucaristia celebrada no pavilhão (e não ao ar livre, como estava previsto, devido à chuva), estariam mais de cinco mil pessoas. Noutro pavilhão, vendo por circuito interno de tv, mais uns dois milhares. No total, houve quem falasse em dez mil participantes. Mas mais do que de uma multidão, tratou-se de uma comunidade reunida à volta dos seus pastores e do seu bispo, primeiro pastor da diocese. “Somos Igreja diocesana, verdadeira família de famílias, que professa a fé dos discípulos de Jesus; que afirma o valor sagrado da vida e da família no mundo; que anuncia o evangelho das bem-aventuranças, em terras de Aveiro”, proclamou D. António na homilia.
P.e Francisco Melo, responsável pela organização do dia enquanto vigário para a pastoral geral, mostrou-se satisfeito com a mobilização. “Considero que foi resultado da caminhada em termos paroquiais, do compromisso que as famílias foram assumindo. Para isso também ajudou o livrinho [da caminhada pós-Páscoa]. Vi muitas famílias a fazerem a caminhada”. Porque era o símbolo da caminhada, estavam na festa muitos corações, com a imagem da igreja matriz no centro, envolvida pela família, “onde cabem, por igual – como notou o bispo de Aveiro – avós e netos, pais e filhos, esposos e irmãos”. E no “coração de Deus”, lembrando quem passa dificuldades, D. António Francisco colocou “com particular afeto e desvelo, as famílias de Aveiro que vivem momentos difíceis, seja pela rutura do amor e da fidelidade, seja pela provação trazida pela doença, pelo luto, pela falta de trabalho, pela violência, pela descriminação, ou pelas incertezas e apreensões diante do futuro”.
Após a Eucaristia e o almoço, a tarde passou-se em convívio, conhecendo os movimentos ligados à pastoral familiar, participando em jogos tradicionais organizados pelos escuteiros ou assistindo a teatro e músicas protagonizados por famílias.
Num balanço após as palavras finais aos diocesanos, D. António Francisco manifestou a este jornal “grande alegria por ver como a diocese correspondeu e fez festa com alegria, felicidade e toque humano e cristão”. “Penso que que daqui se alarga em círculos concêntricos a alegria de ser Igreja. Termos aqui a família toda, com crianças, jovens, adultos e idosos, dá um novo alento à missão jubilar, que vai ter dias que mobilizam todas as pessoas nas suas terras numa mesma ação, como uma sinfonia”. A missão jubilar pode avançar.
J.P.F.
