Sub 21, o sistema educativo

Ponta de Lança O que se passa com um país, de brandos costumes, trabalhador, sacrificado, empreendedor (pelo menos no consumo), ousado, que possui a maior taxa de “chumbo” dos países da OCDE?

Até os sub 21 chumbaram na prova final!?

A culpa só pode ser dos professores – dirão! (Até o seleccionador Agostinho Oliveira é professor, de Filosofia, no caso!)

Começam a ir para a escola, sob a tutela dos pais, e tudo vai andando direitinho! Alguns arranhões, amuos, coisas típicas da idade. No entanto, os conhecimentos básicos são garantidos. Os trabalhos de casa, apesar da irregularidade exibicional, ajudam à progressão.

Com o final do primeiro ciclo, mesmo não se vendo grandes desenvolvimentos, vem uma nova etapa. Já há rotinas mais ou menos consagradas. Os resultados vão aparecendo e os miúdos dão nas vistas pela regularidade.

Sem que ninguém dê conta, já estão uns homenzinhos. Pelo meio dos anos houve alguns momentos dignos de registo. No entanto, também se lembram algumas desilusões – um ou outro balneário partido, alguma indisciplina,… e com a mesada um pouco maior até houve lugar a devaneios.

Por fim, chega o grande momento! O exame final para mudar de ciclo! Toda a família na expectativa e… chumbo! Nem conseguiram responder a todas as questões. Ficaram-se pela primeira parte do teste e com duas respostas em branco! Que grande desilusão!

– Aqueles miúdos são uns cábulas, uns nabos, só gostam da paródia, estoiram tudo o que têm, não conseguem um brilharete?! Prometiam tanto! Foram os professores, não sabem ensinar… – arvorou-se toda a aldeia convencida da sua razão!

Na verdade, enquanto meia dúzia de habilidades eram o suficiente para garantir passar de ano foram reis! Agora, com as coisas a doer, fraquejaram!

Enquanto não houver articulação entre os vários protagonistas, sejam eles portugueses ou estrangeiros, Scolaris ou Agostinhos, Madaíles ou Lurdes, apenas conseguimos dividir energias e continuaremos a atirar pedras uns aos outros.

Não podem ser os professores, quaisquer que sejam, os culpados de tanta desordem. Tem de ser um país, motivado de preferência, a aplaudir de pé (como em Guimarães): força rapazes! Fizeram pouco mas vamos todos corrigir e endireitar a nossa a selecção. Sim essa, o nosso sistema educativo!

Caso contrário, continuaremos na cauda e no caos (o afectivo já está instalado)!

Desportivamente… pelo desporto!