Fissura vai ficar sob observação durante algum tempo
Há três anos, um estudo feito à estrutura da Ponte da Barra, que liga a região directamente às praias da Barra e da Costa Nova, revelou a necessidade de uma intervenção rápida e cuidada. Quem o afirmou foi o presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Ribau Esteves, quando in loco acompanhou os técnicos do Instituto de Estradas de Portugal (IEP), na sexta-feira, no exame pericial que fizeram a uma fissura detectada no tabuleiro da ponte. Na circunstância, o autarca denunciou que este episódio pode ser interpretado como mais “um alerta” para que as obras sejam feitas o mais depressa possível.
O que aconteceu foi que as juntas se contraíram para além do normal, eventualmente por causa das baixas temperaturas que se têm feito sentir nos últimos dias, o que motivou o encerramento da Ponte da Barra ao trânsito, durante cerca de duas horas.
Nessa altura, os técnicos puderam averiguar até que ponto haveria perigo para quem por ali circulasse, tendo concluído que as contracções verificadas estão dentro dos parâmetros normais, o que motivou o restabelecimento da circulação automóvel, sem quaisquer restrições. Garantem, no entanto, que a situação vai ficar sob observação, durante algum tempo.
A análise feita às estruturas da Ponte, nomeadamente pilares e fundações, não indica qualquer anomalia, confirmando-se apenas algumas mazelas no tabuleiro e agora no piso, onde são visíveis as referidas fissuras, que tanto inquietaram os seus habituais utentes.
Ribau Esteves, face à situação, alerta o Governo para a premência das obras, sugerindo mesmo que o Governo dispense o concurso público, avançando com o contrato directo. E acrescentou que se vive com o coração nas mãos, pelo que se torna importante ter em conta este alerta.
A Ponte da Barra, uma das de maior tráfego da região, é de suma importância para as praias do concelho de Ílhavo, sendo mesmo considerada vital para os residentes e em especial para os comerciantes, que vivem de quantos para ali se deslocam em horas de lazer. Sem a Ponte da Barra, a saída possível obriga a um desvio de mais 15 quilómetros, para se chegar a Aveiro.
