Ponta de Lança Um estudo publicado pelo Banco de Portugal, no último boletim de Primavera, conclui que um só imposto é melhor para a economia e para os contribuintes.

O estudo – segundo notícia da SIC, de 26 de Abril – indica que a redução do IRS e do IRC, compensado pelo aumento da taxa do IVA, pode ter efeitos favoráveis. Das vantagens inerentes ao imposto único, uma delas é óbvia, segundo o mesmo estudo: a economia funciona melhor. E, conclui o trecho da notícia, um imposto único com base no IVA é mais equitativo, isto é, aproxima os níveis reais de rendimento dos contribuintes. Até agora, os fiscalistas têm considerado que o IVA, que é um imposto indirecto, tem um efeito contrário, ou seja, prejudica mais quem ganha menos.

A Rádio Renascença, no dia anterior, adiantava que, em breve, as autarquias vão poder lançar uma taxa para financiar a Protecção Civil local. A medida, facultativa, entrará em vigor em Maio, altura a partir da qual os municípios passam a ter o direito de cobrar uma percentagem pela utilização dos serviços locais de Protecção Civil.

Mau?! Imposto único ou mais impostos?

Fala-se de uma coisa (imposto único, parece ser bom mas só diz respeito à emissão económica) e depois aparece outra (mais uma taxa! Irra!).

As coisas estão a ganhar expressão relativa a realidades de outro mundo. Para onde vai o dinheiro?

Estes impostos são mesmo uns impostores! Fazem-se passar por um mal necessário, as pessoas até acreditam neles, mas depois, quando precisam deles, nunca os encontram; escondem-se do cidadão-honesto na hora do benefício e do cidadão-burlão na hora do pagamento! E, naturalmente, quem precisa de algum serviço onde poderia contar com eles, tem de recorrer ao próprio bolso e pagar novamente!

Progressivamente todos vão sentindo que há muita confusão semântica. Aquelas que eram palavras homófonas (taxo e tacho) são sinónimas!

Qualquer dia tanto a taxa como o tacho rebentam com tanta pressão!

Desportivamente… pelo desporto!