Teatro: “Silenciador”, de Jacinto Lucas Pires

Dois detectives, próximos como irmãos, vivem o dia-a-dia de funcionários públicos numa espécie de estado policial do futuro. Um lugar muito “pós-moderno”, “pré-fabricado”, “português-suave”. Há um crime no seio da elite, o assassínio de um homem importante, uma “personagem”. E aí, bangue-bangue!, começam as perguntas. Quem é o morto ao certo? É mesmo o empresário público que os jornais descrevem em notícias breves, nas páginas da sociedade? Ou alguém mais perigoso? Um “agente comunicador”? Um supermarqueteiro? Um espião interno-duplo? Num tempo que ecoa os anos 50 do film-noir e o futuro de alguma ficção-científica, gente à volta de um mistério. Dois homens num escritório a trabalhar e de repente – uma mulher…

Uma peça de teatro onde se joga com os vários monumentos óbvios das histórias policiais. Pouca luz, diálogos curtos, muito artifício, chapéus, cigarros. O mistério é resolúvel pela linguagem?

Peça “Silenciador”, de Jacinto Lucas Pires, com Diana Sá, Emílio Gomes e Ivo Bastos, no Teatro Aveirense, no dia 26 de Junho, às 21h30. Encenação de Marcos Barbosa. Bilhetes a 10 e 12 euros.