Iniciativa original do grupo vocal feminino Segue-me à Capela, o Festival Voz de Mulher regressa ao Teatro Aveirense, depois da primeira edição, de sucesso, em 2006.
O II Festival Voz de Mulher ocupa o Teatro Aveirense, de 5 a 8 de Julho, com concertos, workshops e colóquios. A ideia-base deste festival é apresentar cantoras que usam a voz como forma principal da sua expressão artística, que a usam não só como fonte do canto e da palavra, mas também como instrumento capaz de criar uma linguagem musical e artística própria.
No dia 5, abre o Festival a espanhola Fátima Miranda, com o concerto-performance Diapasón. Diz quem escuta este concerto que a sua imaginação viaja para a África, o Japão, a Índia, o mar, uma floresta, um templo, um mercado ou para um estúdio de música electro-acústica. Todos os sons produzidos neste concerto são naturais, resultado de técnicas desenvolvidas pela cantora. Se outras vozes se ouvem, foram cantadas por ela própria e gravadas em tempo real, em pistas sucessivas, sem qualquer manipulação. Para ouvir no dia 5 de Julho, na Sala Principal, às 21h30.
O duo constituído pela italiana Amélia Cuni e o alemão Werner Durand pretende mostrar as “velhas tendências e as novas tradições na música indo-europeia”. Amélia Cuni mergulhou há mais de 20 anos na música indiana e hoje vê-se como “mensageira” ou “tradutora” entre o mundo ocidental e o oriental. “Transportando estas diferentes influências culturais, todas juntas de uma maneira dialéctica e criativa, vivo o meu destino particular tão apaixonadamente quanto posso”, afirma. O espectáculo é no dia 7 de Julho, Sala Principal, às 21h30.
Anna-Kisa Liedes e Kristina Ilmonen vêm da Finlândia ártica, para um concerto em que misturam sons fino-úgricos com sons modernos, de forma a criar “uma tecelagem de vozes constantemente em movimento e diálogo, reagindo aos impulsos uma da outra”. A voz humana e os instrumentos de sopro e percussão étnicos misturam-se, complementam-se e desafiam-se mutuamente. Para ouvir no dia 7 de Julho, na Sala Principal, às 23h00. Os bilhetes para estes três espectáculos custam 15 e 10 euros (plateia e balcão).
Além dos espectáculos, o II Festival Voz de Mulher proporciona três “workshops”: o primeiro por Amélia Cuni, sobre canto indiano, às 15 horas do dia 6 de Julho; o segundo pelas Segue-me à Capela, sobre canto tradicional português, às 10h do dia 7; e o terceiro no dia 8 (15h), pelas referidas cantoras finlandesas, sobre improvisação vocal e canto tradicional do seu país. No dia 7, pelas 15 horas, Fátima Miranda orienta o colóquio “Yo me las compongo – vocalista ou boca lista?” (que pode traduzir-se por algo como: “Eu componho-as – vocalista ou boca ágil?”).
Por fim, há a referir a “Noite Borato de Sódio” (dia 5, às 24h), com música dos DJ António Pires e Luís Rei, e a “Noite Perpétua Roxa” (dia 7, às 24h), com a actuação do Grupo de Cantares Mulheres do Minho.
