Temos de ser “antenas para ver, sentir r observar”

XIX Encontro Diocesano dos Grupos Paroquiais da Cáritas Pastoral social vai estar em foco no próximo ano.

No Domingo, 29 de Abril, decorreu, na Paróquia da Branca, o XIX Encontro Diocesano dos Grupos Paroquiais da Cáritas. Nele estiveram representados um número significativo de Grupos, com um total de participantes que ultrapassou as sete dezenas.

A Eucaristia foi presidida por D. António Francisco, à qual se seguiu um almoço e um espaço lúdico.

A apresentação do tema “Acção/papel dos Grupos Cáritas na Pastoral Social” esteve a cargo do Padre João Gonçalves, retirando-se dessa apresentação alguns aspectos que, pela sua relevância, se enumeram:

• A caridade é a expressão da fé em Jesus Cristo; por isso, é necessário praticar o amor (caridade) para demonstrarmos que somos seus discípulos;

• Necessidade de combater a omissão, a indiferença e a ignorância intencional das situações de necessidade e de injustiça social; ser antenas para ver, sentir e observar;

• Denunciar e agir em função dessas mesmas situações, procurando descortinar as causas;

• Necessidade de ser organizados e eficazes, não fazendo aquilo que nos parece mas aquilo que deve ser feito; e o que se faz fazer-se bem, de forma diligente e com espírito evangélico, vendo Jesus na pessoa dos pobres e indigentes;

• A importância da formação, com acções programadas para melhor organização e se poder agir correctamente, tendo sempre em especial atenção a doutrina de Jesus, com recurso à Bíblia e à oração que devem estar sempre presentes;

• A conveniência em trabalhar em estreita ligação com os párocos e em coordenação com a Cáritas Diocesana – aspecto eclesial;

• Ter sempre em consideração que tudo o que se faz é em nome do Senhor e não em nome de cada um.

Formação permanente

dos agentes

Após esta exposição, alguns intervenientes usaram da palavra para fazer comentários e pedir esclarecimentos. Seguiu-se a informação, pelo Presidente da Cáritas Diocesana, das actividades desenvolvidas e programadas, com a intervenção, também aqui, de vários elementos que manifestaram as suas opiniões. De referir que o ponto principal desta abordagem se refere precisamente à formação, estando em vista a realização de encontros a nível Arciprestal e sendo solicitado o compromisso por parte dos Grupos, para que os seus elementos participem nessas acções de formação.

Por fim, usou da palavra o senhor Bispo na sessão de encerramento, de cuja intervenção se destaca:

• O convite à doação, lembrando a frase do Pai Américo “Se não tens nada para dar, dá-te a ti mesmo”;

• A necessidade de formação permanente, com recurso às comunidades religiosas, experientes nos serviços sócio – caritativo;

• A necessidade de ensinar as famílias a poupar, a organizar-se;

• A importância da articulação dos Grupos Cáritas com outras instituições da paróquia;

• A informação de que o tema do próximo Ano Pastoral será precisamente “A Pastoral Social”.

José Alves