Olho de Lince Vinte e cinco anos de liberdade perdida, a eminência plúmbea de uma vida cerceada a qualquer momento… Mesmo assim, não perdera a esperança!
A liberdade condicional estaria dependente da simples decisão de se declarar culpado. Simplesmente não o fez. Preferiu a verdade à liberdade, afirmando sempre a sua inocência. Por que razão o terá feiro? “Um homem tem de ter princípios” – afirmou. Mesmo quando esses princípios impliquem suportar por tanto tempo a injustiça de uma condenação, até que a verdade prevaleça!
Dos corredores da morte, passou ao ar puro da liberdade, com a consciência serena: os testes de ADN revelaram que falava verdade; não fora ele o criminoso. E, vivendo “um dia de cada vez”, como o próprio confessou, alimentou a esperança contra toda a esperança.
Vale a pena ter princípios, sobretudo quando escasseiam aqueles que os têm. E a única forma de promover a cultura dos princípios é afirmar-se heroicamente fiel a eles. Nem todos são capazes. Mas, felizmente, há quem seja capaz!
Q.S.
