Encontro dos Formadores dos Seminários Em Beja, de 1 a 4 de Setembro, decorreu um Encontro dos Formadores dos Seminários, subordinado ao tema “O Seminário, Casa e Escola da Comunhão”, com a participação de diversos responsáveis por aquelas casas de formação. Esta acção foi organizada pela Comissão Episcopal do Clero, Seminários e Vocações.
Como objectivos, o padre Virgílio Susana e Maia, novo Reitor do Seminário de Santa Joana Princesa e participante no Encontro, sublinhou ao Correio do Vouga a preocupação que sentiu de se viver o encontro, a partilha de experiências, o estudo, a oração e a reflexão, tendo em visto um trabalho mais consciente e mais responsável com “os jovens que vêm, que estão e que hão-de ir, depois de ordenados, para o mundo”.
O Reitor do Seminário de Aveiro afirmou que os seminaristas, como cristãos e um dia como pastores, “são chamados a criar comunhão, que é a essência da Igreja e o ser de Deus”.
O encontro decorreu em torno, sobretudo, das conferências do padre José Luís Moreno Martinez, secretário da Comissão do Clero de Espanha. A primeira sobre “Seminário: caminhos percorridos no pós-Concílio” e a segunda à volta de “O ministério ordenado ao serviço da Igreja Comunhão”.
Para o conferencista espanhol, o novo seminário deve apostar na autoformação para a liberdade responsável, rumo a um projecto de vida em consonância com o Vaticano II. Citando um decreto conciliar, lembrou que “todas as dimensões da formação — espiritual, intelectual e disciplinar — devem orientar-se conjuntamente para esta finalidade pastoral”.
José Luís Moreno, depois de referir que o sacerdote é um servidor da comunidade eclesial, lembrou que a sua acção, no dia-a-dia, deve privilegiar a comunhão com o bispo, com os presbíteros e com o Povo de Deus e, ainda, por missão, com todos os homens.
O prelector chamou a atenção para a importância da espiritualidade, para a riqueza da diversidade, para a urgência do diálogo a todos os níveis e para a unidade em torno do essencial da nossa fé. Ainda sugeriu a busca de consensos e a premência de se criarem e dinamizarem organismos de comunhão.
O padre Virgílio recordou ao Correio do Vouga que, no trabalho do dia-a-dia de um seminário, é imperioso “formar pastores que levem as pessoas a Cristo”, através de todas as actividades em que se empenhem, redescobrindo, ao mesmo tempo, acções pastorais que cativem e que levem à comunhão.
F.M.
