Colaboração dos Leitores É com profundo interesse que leio regularmente os artigos de Acácio Catarino no nosso Correio do Vouga.
O último sobre o Congresso do PS, mereceu-me particular atenção.
Não escondo que me identifico com a acção governativa de José Sócrates, mas até por isso e como emigrante, sem estar presente no referido congresso, posso e devo “pensar alto”.
Desde há mais de vinre anos que as contradições ideológicas desapareceram de facto.
Não encontro grandes diferenças entre o que é conhecido pela Direita ou Esquerda Democráticas.
Dei o meu apoio público, como emigrante, a Pedro Santana Lopes; apoio hoje publicamente o Primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates.
Mas, e ele sabe-o, não apoio futuras Leis do Aborto, não apoio a Regionalização; e tudo, quanto a mim, não passa de “folclore político”.
Não apoio a Liberalização do Aborto, dadas as minhas convicções judaico-cristãs, convicções essas que são património do Cristianismo, Judaismo e Islamismo.
Não apoio a liberalização das drogas, não apoio a liberalização dos costumes e dos valores morais, porque defendo, acima de tudo, a Tradição e o Respeito.
Não apoio a Regionalizção, porque sou radicalmente progressista democrático, e, por tal, Municipalista.
Não apoio a “estatização” da vida quotidiana, porque defendo uma democracia participativa, autêntica e inspirada nos valores da Doutrina Social da Igreja.
Bastaria que “os Congressos dos partidos políticos à esquerda e à direita” se dedicassem a reflectir na Doutrina Social da Igreja, para que aprendêssemos a “pular juntos”, na construção do Portugal Melhor para Todos.
Afastei-me do associativismo político vai para anos. Como emigrante, e junto das associações de emigrantes de língua portuguesa – das quais sou activista, tenho dito que não voltaria a ser “militante de base da política”.
Porém, quando constatamos que cerca de seis milhões de cidadãos portugueses emigrados, em toda a parte do mundo, só têm di-reito a eleger cinco deputados à Assembleia da República, decididamente temos de dar o dito por não dito e dizer “I’m back” (estou de volta).
Estou a estarei de volta por um não ao aborto, à liberação das drogas, às casa de chuto, etc, etc., e por um sim bem grande aos valores morais da Doutrina Social da Igreja.
Manuel Cristiano
(emigrante no Reino Unido)
