Túmulo de João Paulo II é novo centro de peregrinações

O túmulo de João Paulo II continua a ser o destino escolhido por vários peregrinos empenhados em prestar uma última homenagem ao Papa que guiou a Igreja ao longo de 26 anos e meio. Pela cripta da Basílica de São Pedro, no Vaticano, passaram desde 13 de Abril, milhares de pessoas. Nesse primeiro dia de abertura aos fiéis, após o funeral a 8 de Abril, o túmulo do Papa polaco foi visitado por um grupo de polacos, estudantes, famílias inteiras e muitos turistas. Cerca do meio-dia entraram na Praça de São Pedro duas bandas de música da Polónia, que tocaram canções tradicionais do seu país e hinos religiosos – um total de 70 músicos da orquestra de Lodz e da orquestra juvenil de Zambrow interpretaram peças tradicionais e música religiosa sob a janela dos aposentos pontifícios.

O Vaticano, que já tinha previsto a presença maciça de fiéis, preparou um percurso específico pela cripta, cuja entrada é na lateral da Basílica. Aqueles que visitarem o túmulo de João Paulo II poderão também ver os dos Papas Pio XI, Pio XII, Pio VI, Bonifácio VIII, Nicolau V, Paulo II, Inocêncio IX e Bento XV.

“Ioannes Pavlvs PP II. 16.X.1978-2.IV.2005” é a única inscrição gravada a dourado na lápide de mármore, proveniente da famosa zona de Carrara, no noroeste de Itália. O túmulo ocupa um espaço abobadado na cripta, no subsolo da basílica de São Pedro, que na parede do fundo apresenta um baixo-relevo em mármore que representa a Virgem Maria com o Menino nos braços.

Um vaso com jarros brancos e uma pequena vela acesa completam o local, que se destaca pela simplicidade que tanto agradava João Paulo II.

Maratona pela Paz na Terra Santa em memória do Papa

Uma maratona uniu na quinta-feira Belém e Jerusalém, numa iniciativa em memória de João Paulo II e dos seus esforços pela paz na região. Na prova tomaram parte atletas israelitas, palestinianos e italianos, que partiram da Igreja da Natividade, chegando à porta de Sião. O administrador delegado da Obra das peregrinações, Mons. Liberio Andreatta, e o Custódio da Terra Santa, Fr. Pierbattista Pizzaballa, aguardavam os atletas na meta.

A morte de João Paulo II foi sentida tanto por cristãos como por muçulmanos e judeus, que nele viam um homem de diálogo e de paz.