UA descobre bactérias resistentes a antibióticos na bacia hidrográfica do Vouga

Ainda não se sabe se as bactérias resistentes são perigosas para os humanos.

Uma equipa de investigadores do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro (UA) descobriu que na bacia hidrográfica do Vouga há locais contaminados com estirpes bacterianas com resistência às cefalosporinas de terceira geração, um dos tipos de antibiótico mais utilizado em meios hospitalares portugueses.

Os investigadores não sabem ainda se as estirpes em causa provocam infeções em humanos mas já provaram que conseguem transferir para bactérias patogénicas sem resistência a antibióticos a característica que as torna imunes aos antibióticos. O cenário é ainda mais alarmante pelo facto das resistentes comunidades bacterianas terem sido encontradas em águas utilizadas para regas agrícolas e pesca.

As estirpes de Escherichia coli, de Aeromonas hydrophila, de Pseudomonas sp. e de Enterobacter foram isoladas pelos cientistas da UA depois de analisarem amostras de água de 11 locais da bacia hidrográfica do Rio Vouga. Antuã, Cértima e Ul são os rios onde foram localizadas.

Esse estudo foi coordenado pelos investigadores António Correia, Marta Tacão e Isabel Henriques, do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro.