Um livro com “vida por detrás”

Apresentação de “Praxiologia Pastoral” “Antes de um livro escrito, há uma vida por detrás dele. Ao ler o livro da Irmã Deolinda, sinto que é uma vida dada como serviço, com o selo do divino”, afirmou D. António Francisco dos Santos, na apresentação de Praxiologia Pastoral, de Deolinda Serralheiro, que decorreu no sábado passado no Seminário de Santa Joana. O Bispo de Aveiro sublinhou a importância dos “livros com vida por detrás” e deu como exemplos a vida das primeiras comunidades cristãs, por detrás dos Actos dos Apóstolos, ou a vida de Santa Teresinha, “discreta” e “rápida”, “mas intensa”, por detrás da “História de uma Alma”. Para referir casos mais próximos, D. António Francisco lembrou os 25 anos de episcopado de D. Manuel de Almeida Trindade, plasmados nas “Memórias de um Bispo”, e o dinamismo de D. António Marcelino, visível nos três volumes de “A vida também se lê”.

A apresentação de “Praxiologia Pastoral – Um modelo de Investigação e de Programação” esteve a cargo do professor Manuel Alte da Veiga. “Um livro é como uma refeição requintada. Podemos falar de alguns ingredientes, mas cada um regala-se com determinados sabores escondidos”, disse. Sem querer revelar os sabores, o presidente do Conselho Pedagógico do ISCRA, escola de que a autora é directora, afirmou que a obra é um “préstimo valioso para reflectir” sobre as “técnicas de intervenção na realidade que nos cerca”. “Praxiologia” é uma “reflexão sobre o agir”, sobre “as condições de possibilidade de eficácia” na “edificação de um mundo prometido”. É “um estímulo a ‘mexer na terra’ e ‘sujar as mãos’”, pois os cristãos são “chamados a serem portadores de felicidade e justiça”, afirmou Alte da Veiga.

Uma vez que o livro em questão pretende ajudar a planear bem as acções pastorais, o professor Alte da Veiga definiu-o como “manual de ginástica para caçadores de valores”, já que ninguém tem o “monopólio da verdade” nem pode negar-se a ouvir os outros.

Tempo Novo, editora da Diocese

A edição do livro de Deolinda Serralheiro significou a estreia da editora Tempo Novo. A nova editora é detida pela sociedade Tempo Novo Multimédia (TNM), a par com a Livraria Santa Joana e o jornal Correio do Vouga. Pe Querubim Silva, administrador da TNM, afirmou na sessão que há um “novo empenho” para que as três valências da sociedade desempenhem com maior eficácia a sua acção na linha da evangelização. O administrador referiu ainda que estará dependente da TNM uma presença renovada da Diocese na Internet. “A Net pode ser lugar de novas formas demoníacas”, mas há-de ser também de “novos pentecostes”, disse, referindo-se à urgência de a Igreja diocesana assumir as possibilidades comunicacionais que a Internet proporciona.