Um livro para não fechar os olhos à China

China. Não fechar os olhos

Octávio Carmo

Fundação AIS

64 páginas

4 euros

(Pedidos: FAIS, Rua Orlando ribeiro,

5 D, 1600-796 Lisboa;

Tel.: 217 544 000; E-mail:

fundacao-ais@fundacao-ais.pt)

A China está a acordar e o mundo treme. Cumpre-se a profecia de Napoleão: “Quando a China acordar, o mundo tremerá”. As medalhas de ouro jogos olímpicos de Pequim (programados para começarem às 8h08 da tarde do 08-08-08) foram um sinal. E todos os dias há mais sinais de que o dragão acordou (leiam-se os três artigos do aveirense Pedro Jordão no jornal “Público” de 7, 8 e 10 de Setembro).

A Igreja olha com atenção para o país que tem um quinto da humanidade. Nele quis despertar mesmo antes do Marco Polo medieval ou do aportuguesado Francisco Xavier (que tinha como grande sonho evangelizar a China e às suas portas morreu). Descobriu-se recentemente que no séc. VIII existiram comunidades cristãs na China, como se refere na pág. 11 desta obra.

Hoje, os católicos serão cerca de 12 milhões (menos de 1 por cento dos 1,3 mil milhões de habitantes), divididos entre a “igreja clandestina” (fiel a Roma) e a igreja da Associação Patriótica da China (controlada pelo regime, mas com diversos bispos reconhecidos pelo Vaticano).

A situação dos que estão ligados a Roma é diversa. Numas regiões são perseguidos, noutras vivem com alguma liberdade. Mas falta muito para que haja verdadeira liberdade religiosa, mesmo nas regiões mais livres, o que se verificaria em pontos-chave como a liberdade de movimento dos missionários e do clero, a abertura de casas por parte da Igreja ou, principalmente, a nomeação de bispos sem interferência do Estado.

A Igreja na China deve figurar, por isso, entre as maiores preocupações (e esperanças) dos católicos. Bento XVI enviou esta mensagem a todos, ao convocar uma jornada de oração pela Igreja na China para o dia 24 de Maio de 2008. O presente livro propaga a preocupação papal: “Não fechar os olhos”.

Profusamente ilustrado (que ex-celentes imagens! Só é de lamentar que não estejam legendadas), este livro foi escrito pelo jornalista da Agência Ecclesia Octávio Carmo, que ultimamente tem colaborado com a FAIS.

Custa 4 euros. As receitas da venda revertem para projectos eclesiais que a Fundação apoia na China.

J.P.F.