Um país cada vez mais sujo e sem ética

Uma pedrada por semana Não é a sujidade das ruas ou avenidas, mas a das pessoas e seus projectos.

Algumas telenovelas nacionais são escola aberta de corrupção, mentira, vinganças, violências, despudor, adultério, vida fácil… Mais do que imorais, são amorais. Mais pensadas em função das audiências que permitem publicidade mais rentável, que dos telespectadores. Estes são números, não são pessoas.

Vários jornais nacionais brindam diariamente os leitores com páginas inteiras de convite à pornografia, aos sentimentos mais rasteiros, ao menosprezo e utilização da mulher.

As feiras eróticas são publicitadas com todo o realismo, na tv, nos jornais e revistas generalistas. Os divórcios aumentam em flecha. Os abortos não param. A fidelidade conjugal, ridicularizada. A taxa de natalidade bate no fundo estrondosamente.

Os crimes graves e os mais caseiros tornam-se o pão de cada dia. Não se sente segurança, nem respeito. Tanto na rua, como na própria casa.

Muita gente nova aprende mais cedo a fazer sexo e greves do que a estudar e preparar o futuro. E a comunicação social dá cobertura.

Quem manda não se entende. Quem julga, contradiz-se a torto e a direito.

De processos judiciais famosos, mais do que sentenças justas aguardam-se prazos de prescrição. A moralidade passou para as leis – “o que é legal é moral” – e para fazedores de opinião

Mas, então, já não há nada de bom? Há muito de bom. Em muita gente e em muitas famílias. Mas, a continuar assim, tudo acabará, a pouco e pouco. A menos que emigre. Mas para onde?