Um pouco de África na cidade de Aveiro

A celebração do Dia de África, no passado domingo, na praça Joaquim Melo Freitas, trouxe um pouco de África à cidade de Aveiro

Organizado pela ONGD ORBIS – Cooperação e Desenvolvimento, no âmbito da Quinzena dos Direitos Humanos e das Comemorações Aveiro 250 anos, o evento permitiu que quem ali se deteve conhecesse melhor peças de artesanato africano (panos, batiques, cestos ou estátuas) e provasse doces tradicionais como os Cuscus de Moçambique ou o pão de banana.

O momento forte da tarde foi a actuação da Associação Mon Na Mon, que aceitou o convite da Orbis e encantou os presentes com ritmos africanos.

Em fundo, estampados num lençol branco e em algumas faixas, com o objectivo de alertar para as desigualdades mundiais, estiveram os 8 Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, propósitos assumidos, em 2000, entre Chefes de Estado de 189 países, incluindo Portugal, que deverão ser cumpridos até 2015. São eles: erradicar a pobreza extrema e a fome; alcançar o ensino primário universal; promover a igualdade de género; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde materna; combater o VIH/SIDA, a malária e outras doenças; garantir a sustentabilidade ambiental e fortalecer uma parceria global para o desenvolvimento.

Segundo Maria Inês Lourenço, colaboradora da Orbis, responsável pela organização do evento, foi “um dia cheio de cor e sabor daquilo que é a verdadeira África. Tenho a certeza de que quem por ali passou viajou pelo continente africano durante uns minutos ou horas”.

Pelo recinto da praça passaram “pessoas da Ásia, da Europa do Norte, da Europa do sul, gente de África e da América, até Timorenses. O mundo esteve ali unido simbolicamente em torno de um continente”, constatou Pedro Neto, presidente da Orbis. Para o missionário, “o que temos de fazer ago-ra é passar do simbolismo que estas celebrações evocam para o mundo real de todos os dias. Devemos zelar para que, todos os dias, o mundo e as pessoas que nele vivem possam viver melhor, com dignidade, com saúde, sem fome e com paz. Como lá chegar: unirmo-nos à volta dos objectivos de desenvolvimento do milénio, para que não seja mais necessário celebrar dias de África ou de outros continentes!”

De referir que as celebrações acabaram por se iniciar somente pelas 18h30 (e não às 16 horas como foi anunciado), uma vez que, naquela praça, local disponibilizado pela autarquia, decorreu, até perto das 18h00, a tradicional Feira das Velharias. Este facto, ao qual a Orbis é alheia, inviabilizou também, pela escassez de tempo para montagem de material, a abertura dos espaços alusivos às áreas da educação e saúde.

Apesar do contratempo, a Orbis agradece a disponibilidade demonstrada pelos funcionários da autarquia, que estiveram no local e tentaram minorar o problema e não deixa de fazer um balanço positivo do evento.