Um rosto de sol

Olho de Lince A cena é hoje bastante frequente. Nem por isso deixa de merecer o meu comentário, dada a carga de ternura que envolve e a interpelação que sempre constitui, sobretudo num mundo em que todos reclamam apaga por qualquer coisa que façam.

Já encontrei várias vezes este adolescente a prestar o mesmo serviço: ajudar a conduzir os idosos ao almoço. Hoje, uma vez mais assim aconteceu. Desenvolto, acomodou rapidamente uma utente em cadeira de rodas no elevador, arrumou espaço para outra senhora que era conduzida por uma funcionária, acolheu a terceira que se movimentava com o seu andarilho… Sempre com um sorriso aberto!

O mais importante era mesmo isso: o ar de felicidade e a desenvoltura com que o pequeno fazia este trabalho. Enquanto outros se divertiam no recreio, aquele pequeno espalhava calor humano, semeava a frescura da alegria onde o “inverno” dos anos e da falta de saúde, às vezes, tornam as vidas demasiado cinzentas. Um rosto de sol a iluminar as sombras da vida!

Q.S.