Completa-se, hoje mesmo, o 75.º aniversário da publicação deste Jornal Diocesano, Correio do Vouga. São setenta e cinco anos de intenso labor, de dedicado serviço à informação religiosa e regional, com intuitos de formação das consciências e da opinião pública no rumo da verdade.
Momento de profunda gratidão a Deus pela iluminação da sua criação e pelo trabalho de tanta gente que deu corpo, semana após semana, a este órgão de comunicação. Desde quem o dirigiu a quem o escreveu, desde quem o compôs a quem o imprimiu, desde quem o distribuiu a quem o leu, desde quem o teve de sonhar a quem o sustentou.
Por mais que alguém quisesse varrer da memória dos homens o rasto desta publicação, essa seria uma tentativa frustrada. Ainda que se lhe queimassem os arquivos, foram demasiado profundos os sulcos deixados em tantas pessoas, as marcas impressas em tantas consciências, para que não fizesse história.
Fez história em Aveiro, fez história nesta Diocese, fez história por esse país e mundo além. Fez e faz história, cruzando-se com outros media, dando e recebendo informação e formação, creditando-se como verdadeiro serviço público, com a noção das suas limitações, mas também, com humildade é certo, da sua dignidade e do seu valor.
Tem sido persistente o esforço de tornar o nosso jornal cada vez mais profundo e actual, cada vez mais interessante e mais interpelativo. Graças à generosidade dos seus colaboradores, a direcção constata que o seu esforço de progressiva renovação lhe tem granjeado simpatia e projectado o seu nome. É lido com entusiasmo por quantos lhe põem a vista em cima.
Não mereceria um mais expressivo carinho por parte de alguns membros desta Igreja diocesana de que ele faz parte? Os areópagos dos nossos dias, para serem ouvidos, precisam de qualidade. Também o Correio de Vouga tem de continuar a melhorá-la. E quem está empenhado em difundir a Mensagem evangélica não pode alhear-se deste meio, que é nosso, que está ao nosso dispor, que ombreia connosco na tarefa de fazer presentes no Mundo os valores do Reino. Será que as Bodas de Diamante vão ser a ocasião de redobrado apreço, divulgação e uso do nosso Jornal, pelas nossas comunidades e grupos, pelos nossos agentes de pastoral e pastores?
Só desejamos ser um serviço! O que fazemos desejamos que seja um contributo para o intenso e exigente trabalho que ser fermento no Mundo de hoje de nós reclama.
