O que disse o Papa na JMJ – 1 Nas próximas semanas, o CV publica excertos dos discursos e homilias de Bento XVI na Jornada Mundial da Juventude de Madrid. Quem participou na JMJ, apesar da vivência intensa, não ouviu todos os discursos do Papa, já que alguns deles foram para grupos restritos. Para rever tudo o que o Papa disse, pode-se consultar o sítio do Vaticano (na secção das viagens), ir a www.agencia.ecclesia.pt/jmj2011, que oferece duas excelentes publicações no formato pdf ou ficar atento a esta secção.
Estas JMJ (Jornadas Mundiais da Juventude) são um sinal, uma cascata de luz; dão visibilidade à fé, à presença de Deus no mundo e criam assim a coragem de ser crente. Com frequência os crentes sentem-se isolados neste mundo, quase perdidos. Aqui, vêem que não estão sozinhos, que existe uma grande rede de fé, uma enorme comunidade de crentes no mundo, que é bom viver nesta amizade universal. E assim, parece-me, nascem amizades, além dos confins das diversas culturas, dos vários países. E este nascimento de uma rede universal de amizade, que une mundo e Deus, é uma importante realidade para o futuro da humanidade, para a vida do mundo de hoje.
Naturalmente a JMJ não pode ser um acontecimento isolado: faz parte de um percurso maior, que é preparado a partir do caminho da Cruz que transmigra para diversos países e já une os jovens no sinal da Cruz e no maravilhoso sinal de Nossa Senhora. E assim, a organização para a JMJ é muito mais que uma preparação prática de um evento com tantos problemas técnicos, naturalmente; é uma preparação interior, um pôr-se a caminho rumo aos outros, e ao mesmo tempo rumo a Deus. E depois segue a fundação de grupos de amizade, mantendo este contacto universal que abre as fronteiras das culturas, dos contrastes humanos, religiosos, e assim é um caminho contínuo que, depois, guia para um novo encontro, uma nova JMJ. Neste sentido, parece-me que devemos ver a JMJ como um sinal, parte de um grande caminho; ela cria amizade, abre fronteiras e torna visível que é bom estarmos com Deus, que Deus está connosco. Nesta perspectiva, queremos continuar com esta grande ideia do beato João Paulo II.
Bento XVI, no avião, durante a viagem entre Madrid e Roma
(18 de Agosto)
