Uma história sempre actual

Reaprender… para viver melhor No seu incansável zelo de ajudar a pessoa humana a encontrar-se com Deus, João Paulo II, a propósito da Reconciliação, da necessidade de nos reconhecermos pecadores – princípio indispensável para nos voltarmos para Deus – recorda, como seria natural, a história evangélica do filho pródigo. É pertinente a sua conclusão.

“O homem – todos os homens – é este filho pródigo: seduzido pela tentação de separar-se do Pai para viver, independentemente, a sua existência; caído na tentação; desiludido pelo vazio que, como miragem, o fascinara; sozinho, desonrado e explorado enquanto procurava construir um mundo para si; atormentado até ao mais profundo da sua própria miséria pelo desejo de voltar à comunhão com o Pai.”

Mas a parábola põe também em cena o irmão mais velho que recusa o seu lugar no banquete (…). Enquanto este irmão, demasiado seguro de si mesmo e dos seus méritos, ciumento e displicente, cheio de amargura e de raiva, não se converter e não se reconciliar com o pai e com o irmão, o banquete não poderá atingir a plenitude da festa do encontro e da descoberta.

O homem – todos os homens – é também este irmão mais velho. O egoísmo torna-o ciumento, endurece-lhe o coração, cega-o e fecha-o aos outros e a Deus.”

O pecado é uma história de divisão, com Deus e com os irmãos; a reconciliação é um caminho de restabelecimento de relações, com Deus e com os irmãos.