Programa de 9 milhões de euros vai pôr a Universidade de Aveiro a gastar menos energia e água e dar mais conforto a professores e alunos
A Universidade de Aveiro (UA) gasta actualmente 1,4 milhões de euros por ano em electricidade, gás e água. A partir de 2010 espera diminuir a factura anual para cerca de 1 milhão de euros. Para isso, aderiu ao Programa de Eficiência Energética, que foi apresentado na quinta-feira passada, contando com a presença de Teixeira dos Santos, o ministro que acumula as pastas das Finanças e da Economia e Inovação.
O Programa de Eficiência Energética foi lançado pelo governo, no âmbito da “Iniciativa para o Investimento e o Emprego”, o chamado “pacote anti-crise”, que procura minimizar os efeitos da crise financeira e económica. O Estado apoia instituições que queiram diminuir os gastos energéticos, até porque, como referiu o ministro, “52 por cento do défice de Portugal ao exterior corresponde à factura energética”.
A UA aderiu ao programa e propôs – em “tempo recorde”, realçou Helena Nazaré – um projecto que engloba as oito dezenas de edifícios da UA. “Temos de tirar partido da crise. É através do aproveitamento destas oportunidades que a UA tem vindo a crescer”, disse a reitora, reconhecendo que muitos dos edifícios da UA “têm graves problemas de desperdício de energia e de manutenção das condições de conforto”.
O programa começou a ser desenvolvido no dia 1 de Junho e deverá estar concluído no dia 31 de Dezembro de 2009. Implica um investimento de 9 milhões de euros, sendo 6,5 milhões comparticipados pelo Estado e 2,5 milhões fundos próprios da UA. Estão envolvidas 85 empresas e cerca de 400 trabalhadores.
Como resultados deste programa, além da poupança económica de 35 a 40 por cento, tanto na factura energética como na manutenção de equipamentos, a UA espera aumentar o conforto ambiental das pessoas que a frequentam, produzir energia interna, modernizar infra-estruturas de uso comum, preservar a saúde pública e defender o ambiente.
Jorge Pires Ferreira
O que a UA está a fazer
A UA tem em curso 22 intervenções para melhorar a eficiência energética. Apontam-se as mais significativas:
* Iluminação exterior: harmonização das luzes, por famílias, para facilitar a manutenção; redução da potência adaptação ao espaço a iluminar
* Desactivação automática de equipamentos em períodos mortos
* Captação própria de águas para rega e bocas de incêndio
* Implementação de sistemas de telecontagem e de circuitos dedicados que se possam desligar (reduzindo os consumos de stand-by e off power)
* Adaptação, renovação, monitorização e gestão inteligente dos sistemas de ar ventilado e ar condicionado
* Utilização do “cartão único” pelos alunos e funcionários, o que permitirá, entre outros aspectos, conhecer a real ocupação dos edifícios e gerir melhor os equipamentos centrais
* micro-produção de energia através de painéis fotovoltaicos, térmicos e termodinâmicos.
