Campanha do FAPAS Apesar do azevinho ser uma espécie protegida e em acentuado declínio na floresta portuguesa, ainda continua a ser cortado para servir de decoração natalícia em muitas casas portuguesas.
Actualmente existem no mercado alternativas ao azevinho selvagem, tanto ramos de plantas naturais oriundas de viveiros florestais, as quais o consumidor adquire com a garantia de terem sido criadas em viveiro, como plantas artificiais, que reproduzem bastante bem o azevinho selvagem. Igualmente, o consumidor pode adquirir o azevinho em pequenas plantas, envasado, e conservá-lo em casa como uma planta ornamental durante todo o ano.
Com o objectivo de sensibilizar a população para a necessidade da preservação do azevinho na floresta portuguesa e também para evitar que nesta quadra haja um acentuado corte de azevinho selvagem, o FAPAS – Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens, lançou a campanha “Vamos salvar o azevinho”, que está a decorrer desde 23 de Novembro, data em que se assinalou o Dia da Floresta Autóctone.
Até ao momento, foram desenvolvidas diversas acções em comunidades escolares, nas quais tiveram lugar plantações de azevinho no espaço das escolas envolvidas, e ainda plantação de azevinho em espaços naturais, bem como alertar a população escolar, e a comunidade em geral através das escolas, para a necessidade urgente de se tomarem medidas para a salvaguarda da flora autóctone.
Na natureza, o azevinho assume uma função importante, fornecendo alimentação e abrigo a inúmeras espécies de aves e de mamíferos. No interior da sua copa, as temperaturas são, em regra, mais elevadas do que no exterior, tornando-se um local privilegiado para acolher animais nas estações frias.
C.F.
