O Vaticano renunciou a um processo canónico e convidou o Pe. Marcial Maciel Degollado, mexicano, fundador da Congregação dos Legionários de Cristo e do Movimento Regnum Christi, a uma vida reservada de oração e penitência, renunciando a qualquer ministério público”.
A nota oficial da Congregação para a Doutrina da Fé, assinada pelo Cardeal Levada, assegura que a decisão surge após um “maduro exame”, iniciado quando o Papa Ratzinger ainda era Prefeito do referido Dicastério. As acusações – de roubo a consumo de álcool e abuso sobre seminaristas – foram tornadas públicas ao longo dos anos. Em 2002, o Pe. Maciel publicou uma declaração em que as negava; em 2005, por motivos de idade, renunciou ao cargo de Superior Geral da Congregação, actualmente assumido pelo padre mexicano Álvaro Circuera.
“Independentemente da pessoa do Fundador, reconhece-se com gratidão o benemérito apostolado dos Legionários de Cristo e da Associações Regnum Christi”, conclui o comunicado oficial.
A Congregação dos Legionários de Cristo e o Movimento Regnum Christi reagiram ao comunicado da Santa Sé com uma nota em que “renovam o compromisso de servir a Igreja”. “Os Legionários e os membros do movimento Regnum Christi, a exemplo do Pe. Maciel e a ele unidos, acolhem e acolherão sempre todas as disposições da Santa Sé com profundo espírito de obediência e fé, renovando o nosso compromisso de trabalhar com toda a intensidade para realizar o nosso carisma de caridade”, afirma a nota.
A Legião de Cristo, fundada em 1941, é constituída por cerca de 650 sacerdotes e 2.500 seminaristas, em 18 países. O movimento de apostolado Regnum Christi, também fundado pelo padre Maciel, é composto por cerca de 65.000 membros, seculares – homens e mulheres -, diáconos e sacerdotes, espalhados por todos os continentes, principalmente na América Latina, onde têm tido um papel de destaque contra as seitas. J.P.F./Ecclesia
