Vaticano pede às indústrias farmacêuticas que facilitem acesso a tratamentos para a SIDA

Mensagem do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde alerta para o problema O Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde (PCPS), numa mensagem publicada a propósito do Dia Mundial de Luta contra a SIDA (1 de Dezembro), pediu às industrias farmacêuticas que “facilitem o acesso económico aos tratamentos antiretrovirais” para a cura da SIDA. Nesta mensagem, o Cardeal Lozano Barragán, presidente do referido Conselho Pontifício, apela ainda aos governos para que “promovam a saúde integral da população e favoreçam a atenção aos doentes de SIDA, baseando-se nos princípios da responsabilidade, solidariedade, justiça e equidade”, escreve.

A actual situação de doentes contagiados pela doença é alarmante, e de acordo com números apresentados pelo Cardeal Barragán, relativos ao ano 2005, há cerca de 2,3 milhões de menores de 15 anos infectados pelo vírus entre 40,3 milhões de pessoas infectadas. Só no ano 2005 contraíram o vírus HIV 4,9 milhões de pessoas e no decorrer deste ano morreram 3,1 milhões de pessoas, das quais 570 mil são jovens com menos de 15 anos.

O Presidente do Conselho Pontíficio para a Pastoral da Saúde defende que o melhor remédio “é a prevenção” e recorda que entre os meios de contágio se encontra aquele que considera “o mais significativo” ou seja, a transmissão sexual. A este respeito, o Cardeal Barragán lembra que há “uma cultura pansexual que desvaloriza a sexualidade, reduzindo-a a um mero prazer”, refere.

Para fazer face ao flagelo da SIDA, a Igreja continua a dar o seu contributo, seja na prevenção seja na assistência social, espiritual e pastoral. “26,7% dos centros para a cura da doença no mundo são católicos”, salienta o Cardeal.

Dirigindo-se ainda ao meios de comunicação social, o presidente do PCPS pede para que “forneçam às populações uma informação correcta e verídica sobre o fenómeno e sobre os métodos de prevenção, sem instrumentalizações”.