Vaticano reage à morte de Eluana Englaro

O director dos serviços de informação do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, reagiu à notícia da morte de Eluana Englaro, defendendo que a mesma deve ser para todos “um motivo de reflexão e de busca responsável das melhores vias para acompanhar com o devido respeito o direito à vida, ao amor e ao cuidado dos mais fracos”.

Depois de ter sido transferida para uma clínica em Udine (norte de Itália), os médicos deixaram de oferecer alimentação e hidratação a Eluana, passando a administrar apenas sedativos e antiepilépticos à espera que a italiana morresse de sede. Aconteceu ao fim de três dias, no dia 9 de Fevereiro.

A morte de Eluana (Lecco, 1970), em coma vegetativo há 17 anos, depois de um acidente de viação, também foi comentada pelo presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, Card. Javier Lozano Barragán, que pediu a Deus que a receba “e que perdoe os que a levaram a esse ponto” e insistiu que a morte de Eluana foi “um crime”, se tiver acontecido graças à “intervenção humana”.

No passado Domingo, Bento XVI tinha exortado à tutela das pessoas que “não podem, de alguma forma, tratar de si mesmas, estando dependentes dos cuidados alheios”.

O presidente da Academia Pontifícia para a Vida, D. Rino Fisichella, disse à Rádio Vaticano que o caso abriu um grave precedente. “Trata-se de uma morte intencional e acelerada, sem que fosse dado tempo para um juízo por parte do Parlamento”, lamentou, pedindo que esta situação “nunca mais se repita”.