Vera Cruz estuda conflitos familiares

Iniciativa da Escola de Pais As famílias nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. A morte dos seus membros e a dispersão dos descendentes encerra o ciclo de vida dessa “rede complexa de relações, emoções e afectos”. Pelo meio, acontecem os conflitos familiares, que tanto podem ser ao nível do casal como entre irmãos ou entre gerações. Para amortecer o impacto dos conflitos, há factores de protecção, como o afecto, o apoio emocional, as crenças positivas e o envolvimento da comunidade. Estas foram algumas das conclusões do encontro sobre conflitos familiares, promovido pela Escola de Pais da Vera Cruz, na noite de sexta-feira. Com a presença da assistente social Teresa Raquel Ferreira e da psicóloga Alexandra Lopes (que constituem a equipa do projecto “Entre Laços”, do apoio familiar e aconselhamento parental do Centro Social e Paroquial da Vera Cruz), os pais da Vera Cruz puderam perscrutar os dinamismos da família e diagnosticar ou preparar-se para eventuais conflitos. Na verdade – foi dito – as famílias passam por várias etapas; e por isso talvez seja errado falar em “família”, como se essa realidade fosse sempre a mesma. Há fases, como a da formação do casal, quando se passa da individualidade à conjugalidade; a dos filhos pequenos, quando se articula conjugalidade com parentalidade; a dos filhos na escola, quando se partilham funções educativas com o meio escolar; a dos filhos adolescentes, com comunicação e negociação, autonomia e separação; e a dos filhos adultos, com a tarefa de facilitar a saída dos filhos e gerir novamente a conjugalidade, mas agora com envelhecimento.

A Escola de Pais da Vera Cruz é um grupo de base paroquial, que tem desenvolvido várias acções na linha da formação familiar. Em Novembro, numa das suas iniciativas, Fernando Castro, da Associação das Famílias Numerosas, falou sobre “Ter filhos, vale da pena?”. A próxima acção está prevista para 7 de Abril. Isabel do Carmo abordará o tema “Doenças do comportamento alimentar”.