Visita a Ribeira de Fráguas termina com poema e mel

Bispo de Aveiro pediu aos cristãos que fortaleçam a comunhão entre os lugares da paróquia e com o arciprestado e a Diocese

D. António Francisco concluiu no Domingo, 23, a visita pastoral a Ribeira de Fráguas, apelando ao crescimento na fé, fortalecimento na esperança e intensificação no amor a Jesus Cristo e aos irmãos. O Bispo de Aveiro pediu aos ribeirenses que tracem caminhos de comunhão entre lugares, pessoas e famílias, porque “unidade e comunhão” são características próprias da Igreja. Reconhecendo que as “famílias rezam e ensinam a rezar”, exortou à “dimensão orante das famílias”, para que, a partir da família e da Igreja, essa dimensão chegue a outros ambientes como a escola e o trabalho e pediu aos cristãos uma maior participação em movimentos apostólicos (como os Cursilhos de Cristandade e os Convívios Fraternos) e em espaços de formação diocesana. Numa das comunidades geograficamente mais distantes da sede da Diocese, com lugares dispersos (Vilarinho de São Roque e Telhadela) e tocando na Diocese do Porto, D. António Francisco insistiu na participação no di-namismo do arciprestado de Albergaria e nos eventos gerais da Diocese, em especial, na Missão Jubilar Diocesana que se aproxima.

Marca a paróquia uma certa “dispersão geográfica e psicológica”, como referiu a este jornal o P.e Luís Filipe Costa, embora alguns acontecimentos a atenuem. Foi o caso da celebração de encerramento da visita, na igreja paroquial, onde estavam muitas pessoas de todos os lugares.

Por outro lado, o Bispo de Aveiro louvou o dinamismo vocacional da paróquia. Ribeira de Fráguas é, neste momento, a terra com mais seminaristas. Três jovens frequentam o seminário.

A visita pastoral ficou marcada por algumas alterações em relação ao programa, devido à morte do P.e Ivo (ver página 7), à visita de D. António Francisco a um sacerdote doente e à participação no Jubileu do Carmelo. No entanto, foi vivida pela comunidade ribeirense com “alegria, entusiasmo e acolhimento”.

D. António afirmou que se sentiu cristão com os cristãos e bispo para os ribeirenses – parafraseando uma frase de Santo Agostinho – para sublinhar que o P.e Luís Filipe Costa, há apenas dois meses na paróquia, é pároco para a comunidade “e ribeirense com os ribeirenses”, como se estivesse nesta paróquia “desde sempre”, pois mostra grande familiaridade com todas as pessoas, especialmente crianças, idosos e doentes.

O P.e Luís Filipe é missionário comboniano e está a passar na Diocese a “pausa” que os combonianos devem fazer de dez em dez anos. Ao Correio do Vouga referiu que beneficiou de uma comunidade, com “grande sentido de família”. “Após a minha primeira reunião nesta paróquia, sem saber de onde nem como, surgiu logo um jantar como forma de concluir o trabalho. Revela bem a capacidade de acolhimento”, disse.

No Domingo, a visita também terminou à volta da mesa do almoço, em comunidade, depois da mesa do Pão e da Palavra (Eucaristia). Ainda na Eucaristia a comunidade agradeceu ao Bispo de Aveiro através de um conjunto de quadras escritas para a ocasião e ofereceu-lhe um ramo de flores e mel criado na terra, “sinal de como deve ser doce a Pala-vra de Deus, que alimenta o nosso coração” – interpretou D. António Francisco.