Vitória por água abaixo

Leiria 2 – 1 Beira-Mar Numa tarde de temporal, o Beira-Mar foi novamente incapaz de trazer os 3 pontos na condição de visitante. Em superioridade numérica durante quase uma hora, os aveirenses nem o empate seguraram, perdendo excelente oportunidade para encurtar distâncias para os lugares da frente

A circunstância

Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria; 664 espectadores; Árbitro: Rui Costa (Porto).

Antevisão

Numa jornada em que os quatro primeiros se defrontavam, o Beira-Mar dispunha de excelente oportunidade para se aproximar do topo. Defrontava o Leiria, que está a fazer um mau campeonato e que vendeu nessa semana o guarda-redes Fernando, a estrela da equipa. Na condição de forasteiro, os aveirenses somavam três derrotas, duas vitórias e dois empates. O Leiria, na condição de anfitrião, apresentava um saldo de duas vitórias, quatro empates e uma derrota.

O público

Já não é notícia que os leirienses estão de costas voltadas para o clube da região. O tempo também não ajudou, mas há jogos dos distritais com melhores assistências!

O jogo

O Beira-Mar entrou bem na partida, mostrando melhor futebol que o Leiria. Contudo foram os jogadores da casa quem se adiantaram no marcador, logo na primeira vez que chegaram com perigo à baliza de Bruno Sousa. Apesar da desvantagem e do mau estado do relvado, os aveirenses continuaram a carregar. Alcançaram o empate por Fangueiro, já na etapa complementar e na conversão de uma grande penalidade indiscutível sobre João Moreira. Os aveirenses jogavam desde os 40’ em superioridade numérica por expulsão de Miguel Paixão. O golo “fez mal” aos aveirenses, que se acomodaram com o empate e permitiram o golpe fatal dos leirienses. Bruno Sousa ainda defendeu remate com selo de golo aos 61’, mas já nada pôde fazer aos 72’, quando o árbitro entendeu marcar penalty por uma falta de Cristiano cometida fora da área. O Beira-Mar está agora em sétimo lugar, com 20 pontos. O líder é o olhanense, com 29 pontos.

Bruno Moura

“Fazer golo fez-nos mal. Em vez de nos catapultar, tirou-nos o discernimento e a posse de bola”.

Nuno Caniço