“Voz de Deus dirigida ao povo e voz do povo dirigida a Deus”

Bispo de Aveiro em entrevista à Rádio Terra Nova D. António Francisco dos Santos afrimou à rádio Terra Nova (105 FM) que quer ser em Aveiro “voz de Deus dirigida ao povo e voz do povo dirigida a Deus”. O Bispo de Aveiro, numa entrevista conduzida pelos jornalistas Teresa Neves e Fernando Martins, na tarde de 7 de Julho, disse que acolheu a sua nomeação para esta diocese “com imensa alegria e a apreensão normal de quem assume a responsabilidade”. “A minha vinda para Aveiro integra-se na vivência da identidade sacerdotal. Já conhecia Aveiro. ‘Bem’ é talvez dizer muito. Sempre aqui encontrei acolhimento”, afirmou.

Interrogado sobre “o que de imediato gostaria de fazer pastoralmente”, D. António Francisco respondeu que quer ser “um bispo próximo das pessoas”. “Procurei afirmá-lo, indo ao encontro dos sacerdotes, dos diáconos, das comunidades de vida consagrada e das comunidades. Quero que todos sintam o seu pastor no seu meio”, respondeu, acrescentando que no próximo ano apostólico dará início às visitas pastorais.

Como “grandes áreas e prioridades”, o Bispo de Aveiro destacou a pastoral vocacional, juvenil, social e familiar. “Temos de sentir que o Senhor continua a chamar trabalhadores para a messe, como projecto de realização, serviço, felicidade”, disse. Respondendo a “como atrair os jovens”, D. António afirmou: “Temos de dar um testemunho alegre e feliz. Temos algum medo de manifestar a nossa felicidade, porque pode ser considerada orgulho ou arrogância. Mas é o melhor que podemos dar ao mundo: acreditar em Deus e mostrar que por isso o mundo tem sentido”. O Bispo de Aveiro revelou que tenciona “disponibilizar mais gente para trabalhar no Seminário e Pré-Seminário” e padres para acompanhar os seminaristas que estão em Leiria e Coimbra.

Sobre a questão do aborto, D. António Francisco disse não concordar com o teor e o espírito da lei recentemente aprovada, lembrou que a diocese tem casas de apoio às mulheres que precisam de ajuda e afirmou: “Ninguém nos peça que não defendamos intransigentemente a vida”. Palavras do mesmo teor diria em relação à eutanásia. “Contra a cultura da morte, a vida tem de ser salvaguardada até ao último momento, tem de ser defendida e preservada”, afirmou, acrescentando que a Igreja tem sido pioneira no apoio a doentes terminais.