(00 351) 218 855 470 ocpm@ecclesia.pt

“Ecoturismo, chave do desenvolvimento sustentável”

MENSAGEM DO SANTO PADRE
PARA O DIA MUNDIAL DO TURISMO 2002
(27 DE SETEMBRO)
1. A celebração do Dia Mundial do Turismo, que se realizará no próximo dia 27 de Setembro sobre o tema “Ecoturismo, chave do desenvolvimento sustentável”, oferece-me a agradável oportunidade de mencionar algumas reflexões sobre o fenómeno da mobilidade humana, que teve um grande desenvolvimento nas décadas recentes, envolvendo já milhões de pessoas. O turismo permite utilizar parte do tempo livre para contemplar a bondade e a beleza de Deus na sua criação e, graças ao contacto com os outros, ajuda a aprofundar o diálogo e o conhecimento mútuo. O tempo livre e a prática do turismo podem assim colmatar as carências de humanidade, que muitas vezes se experimentam na existência quotidiana.
A Sagrada Escritura considera a experiência da viagem como uma oportunidade peculiar de conhecimento e de sabedoria, pois põe a pessoa em contacto com povos, culturas, costumes e terras diversas. De facto, afirma: “Aquele que viajou conhece muitas coisas, e o de grande experiência discorre sabiamente. Aquele que não tem experiência, pouca coisa sabe, mas o que viajou é rico em experiência. Vi muitas coisas nas minhas viagens, e o meu saber ultrapassa as minhas palavras” (Sir 34. 9-11). No Génesis, e depois na visão renovadora dos Profetas, na contemplação sapiencial de Job ou do autor do livro da Sabedoria, assim como nas experiências de fé testemunhadas nos Salmos, a beleza da criação constitui um sinal revelador da grandeza e da bondade de Deus. Jesus, nas parábolas, convida a contemplar a natureza que está à volta para aprender como a confiança no Pai celeste deve ser total (cf. Lc 12, 22-28) e a fé constante (cf. Lc 17, 6).
A criação é confiada ao homem para que, cultivando-a e guardando-a (cf. Gn 2, 15) proveja às suas necessidades e procure para si o “pão de cada dia”, dom que o próprio Pai celeste destina a todos os seus filhos. É preciso aprender a contemplar a criação com olhos límpidos e cheios de admiração. Acontece, infelizmente, que às vezes falta o respeito devido à criação, mas quando de guardas se transformam em tiranos da natureza, esta, mais cedo ou mais tarde, revolta-se contra a incúria do homem (cf. João Paulo II, Homilia para o Jubileu dos Agricultores, 12 de Novembro de 2000).
2. Entre os inumeráveis turistas que todos os anos “andam pelo mundo”, há muitos que fazem viagens com o fim explícito de andar à descoberta da natureza, explorando-a até aos ângulos mais recônditos. Um turismo inteligente tende a valorizar as belezas da criação e orienta o homem para se aproximar dela com respeito, gozando essa beleza, mas sem alterar o seu equilíbrio.
Mas, como negar que a humanidade está a viver hoje, infelizmente, uma emergência ecológica? Um certo turismo selvagem contribuiu, e ainda contribui, para tal horror, também através dos complexos turísticos construídos sem uma planificação respeitadora do impacto ambiental.
Como observei na Mensagem para o Dia Mundial da Paz 1990, é “necessário voltar às origens e enfrentar no seu conjunto a profunda crise moral, de que a degradação ambiental é um dos aspectos preocupantes” (n. 5 Ensinamentos XII/2, 1466). A derrocada ambiental, com efeito, mostra com evidência algumas das consequências das opções feitas segundo interesses particulares, que não correspondem às exigências próprias da dignidade do homem. Prevalece, muitas vezes, a desenfreada cobiça em acumular riquezas, que impede de ouvir o grito alarmante de pobreza de povos inteiros. Por outras palavras, a procura egoísta do próprio bem-estar leva a ignorar as legítimas expectativas das gerações presentes e das futuras. A verdade é que, quando nos afastamos dos projectos de Deus sobre a criação, muitas vezes dá-se menos atenção aos irmãos e ao respeito pela natureza.
3. Não faltam, todavia, razões de esperança. Muitas pessoas, sensíveis a este problema, há tempos que estão empenhadas em dar-lhe remédio. Elas preocupam-se, antes de mais, em recuperar a dimensão espiritual da relação com a criação, graças à descoberta do dever originariamente confiado por Deus à humanidade (cf. Gn 2, 15). A “ecologia interior” favorece, de facto, a “ecologia exterior”, com imediatas consequências positivas não somente para a luta contra a pobreza e a fome dos outros, mas também para a saúde e o bem-estar pessoal. É uma linha que deve ser encorajada para fazer aparecer cada vez mais a cultura da vida e para vencer a cultura da morte.
Deveremos, portanto, favorecer formas de turismo mais respeitadoras do ambiente, mais moderadas no uso dos recursos naturais e mais solidárias para com as culturas locais. São formas que subentendem, como é claro, uma forte motivação ética apoiada na convicção de que o ambiente é a casa de todos e que, portanto, os bens naturais são destinados a quantos actualmente aí se encontram, bem como às gerações futuras.
4. Além disso, vai-se afirmando uma nova sensibilidade, comummente conhecida com o nome de “ecoturismo”. Nos seus pressupostos, ela é certamente boa. Mas dever-se-á vigiar para que não se desnature e não se torne um veículo de exploração e de discriminação. De facto, se por acaso se promovesse a defesa do ambiente como fim em si mesma, correr-se-ia o risco de ver nascer modernas formas de colonialismo, que prejudicariam os tradicionais direitos das comunidades residentes num determinado território. Veríamos dificultados a sobrevivência e o desenvolvimento das culturas locais e seriam subtraídos recursos económicos à autoridae dos governos locais, primeiros responsáveis dos ecossistemas e das ricas biodiversidades presentes nos respectivos territórios.
Nenhuma intervenção numa área do ecossistema pode deixar de considerar as consequências que daí derivam para outras áreas e, mais em geral, os efeitos que isso terá sobre o bem-estar das futuras gerações. O ecoturismo, em geral leva as pessoas para lugares, ambientes ou regiões em que o equilíbrio natural tem necessidade de cuidados constantes para não ser comprometido. São, pois, de encorajar, estudos e rigorosos controlos destinados a combinar o respeito pela natureza e o direito do homem a dela usufruir para o seu desenvolvimento pessoal.
5. “Nós esperamos novos céus e uma nova terra” (2 Pd 3, 13). Defronte à exploração irreflectida da criação, originada pela insensibilidade do homem, a sociedade de hoje não encontrará solução adequada, se não revir seriamente o seu estilo de vida, chegando a apoiar as suas bases sobre “sólidos pontos de referência e de inspiração: a consciência clara da criação como obra da sabedoria providente de Deus e o conhecimento da dignidade e responsabilidade do homem no desígnio da criação” (João Paulo II, Discurso à Reunião “Ambiente e saúde”, 24 de Março de 1997, 6: Ensinamentos XX/1, 523).
O turismo pode ser instrumento eficaz para formar esta consciência. Uma abordagem menos agressiva ao ambiente natural ajudará a descobrir e a apreciar melhor os bens confiados à responsabilidade de todos e de cada um. Conhecer de perto a fragilidade de muitos aspectos da natureza conferirá uma maior consciência da urgência de adequadas medidas de protecção, para pôr fim à exploração irreflectida dos recursos naturais. A atenção e o respeito pela natureza poderão favorecer sentimentos de solidariedade para com os homens e mulheres, cujo ambiente humano é constantemente agredido pela exploração, pela pobreza, pela fome ou pela falta de educação e de saúde. Diz respeito a todos, mas sobretudo aos operadores do sector turístico, agir de tal modo que estes objectivos se tornem realidade.
O crente tira da fé um eficaz estímulo orientador nas suas relações com o ambiente e no empenho para conservar a sua integridade com vantagens para o homem de hoje e de amanhã. Dirijo-me, portanto, especialmente aos cristãos, para que façam do turismo também uma ocasião de contemplação e de encontro com Deus, Criador e Pai de todos, e sejamos assim fortalecidos no serviço à justiça e à paz, em fidelidade Àquele que prometeu novos céus e nova terra (cf. Ap 21, 1).
Desejo que a celebração do próximo Dia Mundial de Turismo ajude a descobrir os valores inerentes a esta experiência humana de contacto com a criação e leve cada um ao respeito pelo habitat natural e pelas culturas locais. Confio à intercessão de Maria, Mãe de Cristo, quantos se interessam por este sector específico da vida humana, invocando sobre todos a bênção de Deus omnipotente.
Vaticano, 24 de Junho de 2002

“O turismo, um instrumento ao serviço da paz e do diálogo entre as civilizações”

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE JOÃO PAULO II
POR OCASIÃO DO
XXII DIA MUNDIAL DO TURISMO
1. Por ocasião do XXII Dia Mundial do Turismo, que tem por tema: “O turismo, um instrumento ao serviço da paz e do diálogo entre as civilizações”, envio de bom grado a minha saudação a todos os que, de várias formas, trabalham neste importante campo social. De facto, o turismo diz cada vez mais respeito à vida das pessoas e das nações. Os modernos meios de comunicação facilitam a deslocação de milhões de viajantes em busca de repouso ou de um contacto com a natureza ou desejosos de um conhecimento mais aprofundado da cultura de outros povos. A indústria turística, que vai ao encontro destes desejos, multiplica a oferta de itinerários que dão a possibilidade de novas experiências. Pode dizer-se que praticamente caíram as barreiras que isolavam os povos e os tornavam desconhecidos uns aos outros.
Em sintonia com a decisão das Nações Unidas de proclamar o ano 2001 “Ano internacional do diálogo entre as civilizações”, o tema escolhido pela Organização Mundial do Turismo para o Dia deste ano representa um convite a reflectir acerca do contributo que o turismo pode dar ao diálogo entre as civilizações. Eu próprio dediquei a este tema alguns trechos da Mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano. Com efeito, trata-se de um assunto que merece atenção, a partir do momento em que no diálogo entre as culturas se encontra “o caminho que é necessário seguir para a edificação de um mundo reconciliado, capaz de olhar com serenidade o seu futuro” (Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2001, n. 3).
2. A indústria turística revela como é o mundo: cada vez mais global e sempre interdependente. O desenvolvimento do turismo, sobretudo do turismo cultural, constitui sem dúvida um benefício para quem o pratica e para a comunidade que recebe os visitantes e os turistas. Existe uma consciência generalizada da importância das grandes obras de arte, como sinais da identidade das civilizações, e aumenta sempre mais a exigência da sua protecção também por parte da comunidade internacional.
Mas em alguns lugares, o turismo em massa gerou uma forma de subcultura que degrada quer o turista, quer a comunidade que o recebe: há uma tendência a instrumentalizar para fins comerciais os vestígios de “civilizações primitivas” e os “ritos de iniciação ainda praticados” nalgumas sociedades tradicionais.
Para as comunidades que recebem, muitas vezes o turismo torna-se uma oportunidade para vender produtos chamados “exóticos”. Desta forma, surgem sofisticados centros de férias, distantes de um contacto real com a cultura do País que recebe ou caracterizados por um “exotismo superficial” para uso dos curiosos, sequiosos de novas sensações. Infelizmente este desejo desenfreado atinge algumas vezes aberrações humilhantes como a exploração de mulheres e de crianças para um comércio sexual sem escrúpulos, que constitui um escândalo intolerável. É necessário fazer quanto for possível para que o turismo não se torne em nenhum caso uma moderna forma de exploração, mas sim ocasião para um útil intercâmbio de experiências e para um proveitoso diálogo entre civilizações diferentes.
Numa humanidade globalizada, por vezes o turismo é importante factor de mundialização, capaz de provocar mudanças radicais e irreversíveis nas culturas das comunidades que recebem. Sob o estímulo do consumismo pode transformar em bens de consumo a cultura, as cerimónias religiosas e as festas étnicas, que se empobrecem cada vez mais para responder aos desejos de um maior número de turistas. Para satisfazer estas exigências recorre-se a uma “etnicidade reconstruída”, o contrário daquilo que deveria ser um verdadeiro diálogo entre as civilizações, respeitador da autenticidade e da realidade de cada um.
3. Não há dúvida de que, se for correctamente orientado, o turismo torna-se uma oportunidade para o diálogo entre as civilizações e as culturas e, definitivamente, um precioso serviço à paz. A própria natureza do turismo inclui algumas circunstâncias que predispõem para este diálogo. De facto, na prática do turismo torna-se possível uma interrupção da vida quotidiana, do trabalho, das obrigações a que somos necessariamente obrigados. Nesta situação o homem consegue “considerar com olhos diferentes a própria existência e a dos outros: libertado das impelentes ocupações quotidianas, ele tem a oportunidade de redescobrir a própria dimensão contemplativa, reconhecendo os vestígios de Deus na natureza e sobretudo nos outros seres humanos” (Angelus de 21 de Julho de 1996, ed. port. de L’Osservatore Romano de 27/7/1996, pág. 1).
O turismo põe em contacto com as outras formas de viver, com outras religiões, com outras formas de ver o mundo e a sua história. Isto leva o homem a descobrir-se a si mesmo e aos outros, como indivíduos e como colectividade, imersos na vasta história da humanidade, herdeiros e solidários de um universo familiar e ao mesmo tempo desconhecido. Surge uma nova visão dos outros, que liberta do risco de permanecer fechados em si próprios.
Ao viajar, o turista descobre outros lugares, novas cores, formas diferentes, modos diversos de sentir e viver a natureza. Habituado à própria casa, à sua cidade, às paisagens de sempre e às vozes familiares, o turista adapta o seu olhar a outras imagens, aprende novas palavras, admira a diversidade de um mundo que ninguém pode abraçar completamente. Neste esforço crescerá, sem dúvida, o seu apreço por tudo o que o circunda e a consciência de que é necessário protegê-lo.
O viajante, em contacto com as maravilhas da criação, sente no seu coração a presença do Criador e é levado a exclamar com sentimentos de profunda gratidão: “Quão amáveis são todas as Suas obras! E todavia não podemos ver delas mais que uma centelha” (Ecli. 42, 22).
Em vez de se fechar na sua cultura, os povos são convidados, hoje mais do que nunca, a abrirem-se a outros povos, confrontando-se com os diferentes modos de pensar e de viver. O turismo constitui uma ocasião favorável para este diálogo entre as civilizações, porque promove o inventário das riquezas específicas que distinguem uma civilização de outra; favorece a recordação de uma memória viva da história e das suas tradições sociais, religiosas e espirituais e um aprofundamento recíproco das riquezas na humanidade.
4. Por conseguinte, por ocasião do Dia Mundial do Turismo, convido todos os crentes a reflectir sobre os aspectos positivos e negativos do turismo, para testemunhar de maneira eficaz a própria fé neste âmbito tão importante da realidade humana.
Que ninguém caia na tentação de fazer do tempo livre um tempo de “repouso dos valores” (cf. Angelus de 4 de Julho de 1993). Pelo contrário, é um dever promover uma ética do turismo. Neste contexto, merece atenção o “Código ético mundial para o turismo”, que representa a convergência de uma ampla reflexão realizada pelas nações, por várias associações do turismo e pela Organização Mundial do Turismo (OMT). Este documento constitui um importante passo dado em frente para considerar o turismo não só como uma das numerosas actividades económicas, mas como um instrumento privilegiado para o progresso individual e colectivo. Com efeito, graças a ele pode ser melhor utilizado o património cultural da humanidade em benefício sobretudo do diálogo entre as civilizações e da promoção de uma paz estável.
Merece ser realçado que este Código ético mundial tem em consideração os diversos motivos que levam os homens a percorrer o planeta em todas as direcções, com especial referência às viagens por motivos religiosos, como as peregrinações e as visitas aos santuários.
5. O conhecimento recíproco entre indivíduos e povos, graças a encontros e a intercâmbios culturais, contribui sem dúvida para a construção de uma sociedade mais solidária e fraterna. O turismo requer a convivência passageira com outras pessoas, a recolha de informações acerca das condições de vida, dos problemas e da religião; pressupõe a partilha das aspirações legítimas de outros povos; favorece as condições para o seu reconhecimento pacífico.
Uma justa ética do turismo influi sobre o comportamento do turista, faz com que ele seja um colaborador solidário, exigente consigo mesmo e com quantos organizam a sua viagem; agente de diálogo entre as civilizações e as culturas para construir uma civilização do amor e da paz. Estes contactos facilitam o aparecimento daquelas relações de paz entre os povos que podem brotar apenas de um “turismo solidário”, baseado na participação de todos. Unicamente a participação de “igual para igual” pode fazer com que os contactos interculturais sejam uma oportunidade para a compreensão, o conhecimento recíproco e a distensão entre os homens. Por isso, devem ser encorajadas todas as formas de participação eficazes entre as culturas. É necessário garantir aos habitantes das localidades turísticas um devido envolvimento na planificação das actividades turísticas, esclarecendo bem os limites económicos, ecológicos ou culturais.
Será também útil que todas as estruturas do País que recebe sejam destinadas a realizar uma actividade turística sempre ao serviço das pessoas e das comunidades.
Desta forma, o turismo põe-se ao serviço da solidariedade entre todos os homens, do encontro entre as civilizações; facilita a compreensão entre indivíduos e nações, constitui uma oportunidade para realizar um futuro de paz.
Os cristãos, que trabalham ou fazem uso do turismo, assinalem sempre a actividade turística com um espírito evangélico, recordando-se da exortação do Senhor: “Em qualquer casa que entrardes, dizei primeiro: “A paz seja nesta casa!” E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz” (Lc 10, 5-6). Sejam testemunhas de paz e levem serenidade a todos os que encontram.
Peço ao Senhor para que este fundamental âmbito da actividade humana esteja sempre imbuído de valores cristãos e se torne meio de evangelização. Para esta finalidade, invoco a protecção maternal de Maria, Mãe da humanidade inteira, enquanto de coração envio a todos os que estão empenhados no campo turístico uma especial Bênção apostólica.
Vaticano, 09 de Junho de 2001

“Tecnologia e natureza: dois desafios para o turismo no alvorecer do século XXI”

MENSAGEM DE JOÃO PAULO II
POR OCASIÃO DO DIA MUNDIAL DO TURISMO
1. O Grande Jubileu, com o qual iniciou o novo milénio, constitui um tempo de graça que ilumina toda a vida da Igreja. É uma ocasião providencial para uma profunda renovação dos fiéis e um reiterado convite a retornar às fontes evangélicas. Este convite concerne à inteira realidade eclesial em cada uma das suas actividades, projectos e perspectivas. Portanto, é neste espírito que os cristãos devem viver também o Dia Mundial do Turismo, que se celebrará a 27 de Setembro de 2000. Ao olharem para o turismo sob o sinal do Encontro jubilar, procurarão haurir dele motivos para uma renovação evangélica mais firme, diante das expectativas e dos desafios do tempo presente.
O Jubileu, que evoca o evento central da história humana, torna-se para os cristãos uma providencial ocasião de confissão da fé e de evangelização, na firme consciência de que a encarnação do Filho de Deus e a salvação, que Ele operou com a sua morte e ressurreição, constituem o verdadeiro critério para julgar a realidade temporal e os projectos que têm em vista tornar a vida do homem sempre mais humana (cf. Incarnationis mysterium, 1).
Nesta perspectiva, quereria apresentar algumas reflexões que ajudem a compreender melhor o valor desta data significativa, à qual neste ano a Organização Mundial do Turismo atribuiu um tema estimulante: “Tecnologia e natureza: dois desafios para o turismo no alvorecer do século XXI”.
2. O Jubileu é uma grande experiência espiritual, pessoal e comunitária. No seu centro deve ser colocado o encontro interior do crente com Deus misericordioso que, em Cristo, único Salvador de todo o homem e do homem todo, lhe abre os seus braços paternos. Mas o Jubileu é também um encontro comunitário entre os fiéis, chamados a difundir a mensagem de Cristo nas várias realidades do mundo que hoje, graças ao desenvolvimento das tecnologias modernas, se tornou cada vez mais intercomunicador.
Natureza e tecnologia constituem os dois campos principais, nos quais o homem contemporâneo compreende que pode exprimir as suas potencialidades, seguindo o mandato do Criador, que confiou o universo às suas mãos operosas (cf. Oração Eucarística IV). E o Jubileu quer incentivar os fiéis, purificados pelo encontro com o Senhor, a adquirirem um novo entusiasmo para cumprir esta sua missão no mundo. Ela exige uma atenção constante à realidade do cosmos, ao desenvolvimento da história, à existência concreta dos indivíduos e dos povos. O anúncio salvífico de Cristo deve chegar a todas as partes, porque como recordou o Concílio Vaticano II “se trata de salvar a pessoa do homem e de restaurar a sociedade humana” (Gaudium et spes, 3). Eis o objectivo permanente que guia os passos da Igreja e anima os seus esforços contínuos em vista de levar a luz do Evangelho a todos os âmbitos da existência do homem.
Neste contexto, a celebração do Dia Mundial do Turismo propõe-se como ocasião útil para reflectir sobre as possibilidades que o turismo oferece à evangelização. Ele diz respeito não só àqueles que se dedicam à actividade turística por opção profissional ou a ela consagram uma parte do seu tempo livre, mas também àqueles que vivem em localidades turísticas ou fazem parte de comunidades cristãs, que têm contactos constantes com peregrinos e turistas.
3. Tecnologia e natureza são dois desafios importantes para o turismo do nosso tempo. Elas levam a reconsiderar alguns dos seus aspectos significativos e das suas possibilidades pastorais que daí emergem. O turismo está a mudar de feição, sob a pressão dos novos modelos de vida. De tempo de “repouso”, torna-se sempre mais ocasião de viagens e de férias culturais. Aumentam o desejo difundido de “redescobrir” a natureza e a “vontade” de adquirir novos conhecimentos e experiências. Ao utilizarmos as modernas possibilidades oferecidas pela tecnologia, podemos realizar novos contactos, viagens familiares e comunitárias, intercâmbios de visitas entre pessoas, especialmente jovens, de várias cidades e nações.
Precisamente graças a estas suas potencialidades crescentes, o turismo suscita algumas reflexões que também a mensagem do Grande Jubileu evidencia. Desejo referir-me aqui a dois aspectos do itinerário jubilar: o encontro com Cristo e a partilha comunitária, que o turismo pode favorecer. Com efeito, se for animado pelo espírito jubilar, o turismo pode tornar-se um providencial espaço de encontro e uma preciosa ocasião de solidariedade.
4. Antes de tudo, espaço de encontro. No Jubileu a Igreja proclama que Deus, há dois mil anos, veio pessoalmente falar de si mesmo ao homem e mostrar-lhe o caminho pelo qual é possível alcançá-l’O (cf. Tertio millennio adveniente, 6). A iniciativa divina de outrora continua a desenvolver a sua eficácia também hoje, consentindo ao homem de todos os tempos, por isso também aos nossos contemporâneos, fazer uma experiência pessoal da presença de Cristo na própria história.
O espaço em que este encontro tem lugar é, antes de tudo, a celebração dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia. Contudo, nestes sacramentos é a vida inteira que encontra o seu significado e a sua orientação, na luz que promana da fé. A este propósito, as férias e as viagens podem ser tempos propícios para colmar lacunas de humanidade e de espiritualidade.
Formulo cordiais votos por que o turismo seja sempre uma ocasião de encontros profícuos: encontro com Deus, que na criação e nas obras do homem nos mostra o seu amor e a sua providência; encontro consigo mesmo, no silêncio da reflexão e da escuta interior; encontro com os outros, para construir uma convivência serena entre as pessoas e os povos.
5. Além disso, o turismo é uma ocasião de solidariedade. Com o seu apelo à conversão interior e à reconciliação com os irmãos, o Jubileu convida os fiéis e os homens de boa vontade a instaurarem uma ordem social fundada sobre a misericórdia, a justiça e a paz. Leva-nos a tomar consciência das responsabilidades que todos nós temos para com a natureza e em relação às situações de miséria e de exploração em que, infelizmente, vivem tantas pessoas e numerosos países no mundo.
Assim, a mensagem do Jubileu impele os peregrinos e turistas a terem olhos capazes de “ver” a realidade, sem se deter na superfície das coisas, de modo especial quando se tem ocasião de visitar lugares e situações em que o povo vive em precárias condições humanas, e onde a aspiração a um desenvolvimento justo está ameaçada pelo desequilíbrio ambiental e pelas injustiças estruturais.
O turismo, que já reveste dimensões internacionais, pode então tornar-se uma preciosa contribuição para a cultura da solidariedade e favorecer a cooperação internacional que o Jubileu encoraja (cf. Incarnationis mysterium, 12). Os mais de seiscentos milhões de pessoas, que anualmente se deslocam de uma nação para outra, poderiam transformar o turismo num factor de importância primária na construção dum mundo aberto à cooperação entre todos, graças ao conhecimento recíproco e à proximidade directa de diferentes realidades.
6. Faço cordiais votos por que o Dia Mundial do Turismo deste Ano jubilar ajude responsáveis e operadores turísticos, fiéis e pessoas de boa vontade, indivíduos e comunidades, a tomarem consciência dos desafios e das possibilidades oferecidas por uma mobilidade de pessoas tão vasta.
A quantos trabalham neste sector, exprimo o meu apreço pelo contributo oferecido à valorização do tempo livre e ao desenvolvimento de relações amistosas entre pessoas e povos. Agradeço, em particular, aos agentes pastorais que prodigalizam todas as suas energias, a fim de que o Evangelho penetre também neste singular campo da existência humana.
Para todos invoco a celeste assistência de Maria, Estrela da Evangelização, e a cada um concedo de coração uma especial Bênção, penhor de benevolência constante.
Castel Gandolfo, 29 de Julho de 2000

Santiago do Cacém vai acolher 1ª Festa dos Povos

1ª FESTA DOS POVOS EM SANTIAGO DO CACÉM
A Diocese de Beja, através do seu Secretariado da Mobilidade Humana em parceria com a Paróquia de Santiago do Cacém e a Capelania dos Ucranianos, vai realizar no Domingo 15 de Outubro pela primeira vez a Festa dos Povos, sendo Santiago do Cacém a Paróquia anfitriã.
A Festa dos Povos consiste num evento inter-cultural e ecuménico que pretende proporcionar o intercâmbio entre culturas e promover o encontro entre as várias comunidades de imigrantes, os voluntários e técnicos que de dedicam ao trabalho com a imigração e a comunidade em geral.
A festa terá um primeiro momento de oração com a celebração da Eucaristia presidida pelo Sr. Bispo D. António Vitalino, ao que se seguirá num segundo momento o almoço partilhado e a tarde de convívio com danças e músicas das diversas culturas incluindo a portuguesa. Haverá também exposição de artigos de artesanato de diversos países.
A entrada é gratuita mas é necessário a inscrição.
A mesma poderá ser feita nos endereços abaixo indicados, sendo entregue a cada participante um convite. Esta necessidade prende-se com a importância da organização saber o número aproximado de participantes no almoço por uma questão de logística.
Para inscrições:
Cáritas de Beja : 284.324500,
Paróquia de Santiago : 269.822484,
Associação Solim-Beja : 284.323980;
Associação Cabo Verdiana de Sines : 269.636878,
PROGRAMA
10.00 – Concentração no largo da Misericórdia
10.30 – Procissão para a Igreja Matriz e Eucaristia
13.00 – Almoço Partilhado
15.00 – Tarde de convívio
16.30 – Encerramento
_________________
caritas@diocese-beja.pt www.caritas.pt/beja

Para uma abordagem global das migrações

Sobre as Migrações Internacionais
Alguns links úteis extraídos de:
www.imigrante.pt
http://barthes.ens.fr/clio/revues/AHI/index.html
Revista electrónica sobre a história da imigração.
http://cmd.princeton.edu
O Center for Migration and Development (CMD), do Departamento de Sociologia, da Universidade de Princeton tem por missão a investigação e a realização de conferências interuniversitárias acerca das relações entre comunidades de imigrantes e o modo como estas se desenvolvem e crescem.
http://emin.geog.ucl.ac.uk
Rede de Informação Europeia sobre Imigração.
http://europa.eu.int/comm/eurostat/
O EUROSTAT é o Serviço de estatísticas da UE que apresenta dados actuais sobre várias matérias, incluindo as questões relacionadas com a população e as condições sociais.
http://europe.eu.int/eur-lex/lex/pt/dossier/dossier_05.htm
Sítio da União Europeia contendo os actos legislativos sobre imigração e asilo.
http://filorbis.no.sapo.pt/
Rede de sítios temáticos, onde se desenvolve o sítio informativo sobre as Comunidades Imigrantes em Portugal.
http://imigrantes.no.sapo.pt/page2comunidades.html
Site informativo com contactos das associações de imigrantes em Portugal.
http://migration.ucdavis.edu/
http://migration.ucdavis.edu/mn/about_mn.php
Sítio que promove o diálogo entre imigrantes e as fontes sobre migrações, fornecendo notícias em diversas áreas e abordando diferentes tipologias de imigração.As Notícias produzidas são suportadas pelo Fundo Marshall dos Estados Unidos, pela Universidade de California-Berkeley e pelo Centro Alemão para os Estudos Europeus.
http://migration.uni-konstanz.de/content/index.php?lang=en
Sítio do Centro Internacional e Europeu sobre Leis de Imigração e Asilo, da Universidade de Konstanz. Contém linques para outros Centros congéneres.
http://www.acime.gov.pt
Sítio do Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas, que tem por missão promover a integração dos imigrantes e minorias étnicas na sociedade portuguesa.
http://www.carim.org/index.php?areaid=1
Sítio do CARIM – Consórcio Europeu-Mediterrânico para a Pesquisa sobre Migrações Internacionais, formado pelo Instituto Universitário Europeu, por uma rede de correspondentes científicos países mediterrânicos. Tem por objectivos a criação de uma base de dados sobre migrações, no que aos aspectos legislativos, demográficos, económicos e de política social diz respeito.
http://www.ceg.ul.pt/
Sítio do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa com uma linha de investigação na área das Migrações.
http://www.ces.uc.pt/nucleos/migracoes/apresentacao.php
O Núcleo de Estudos de Migrações do Centro de Estudos Sociais, do Centro de Estudos Sociais (CES) da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, é uma instituição científica vocacionada para a investigação na área das ciências sociais. Tem realizado análises em torno da emigração portuguesa e da imigração em Portugal
http://www.cespi.it/
Sítio do Centro de Estudos de Política Internacional que disponibiliza informação com acesso a Relatório e Seminários sobre as questões migratórias.
http://www.ciberamerica.org/NR/includesTLS/BDArchivos/6546-Cuerpo-0.pdf
Ligação dinâmica para o documento emanado da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre Globalização e Interdependência: Migração Internacional e Desenvolvimento.
http://www.compas.ox.ac.uk/
Centro para as Migrações, Política e Sociedade, da Universidade de Oxford. A missão da COMPAS consiste em encetar estratégias de integração e de compreensão do movimento migratório contemporâneo, quer em conteto do Reino Unido como da União Europeia.
http://www.ecclesia.pt/ocpm/
Sítio da Obra Católica Portuguesa de Migrações que tem por objectivos realizar encontros e campanhas nacionais e internacionais contribuindo para a reflexão sobre as migrações. Através de uma rede social leva a cabo acções com vista ao processo de regularização de imigrantes, ao processo de integração e de defesa dos direitos das minorias culturais, ao debate legislativo e inter-cultural, à prevenção do racismo e da xenofobia.
http://www.ein.org.uk/
O sítio da EIN – Rede Electrónica da Imigração contém informação sobre imigração e asilo, no Reino Unido, bem como estudos de caso legais da União Europeia e ainda uma selecção de documentos de várias jurisdições inglesas.
http://www.fcsh.unl.pt/cemme/
Sítio do Centro de Estudos de Migrações e Minorias Étnicas, unidade de investigação interdisciplinar, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que desenvolve pesquisas qualitativas e quantitativas no âmbito das migrações, dos processos e estratégias identitárias e das relações inter-étnicas.
http://www.forcedmigration.org/
Sítio do Departamento International para o Desenvolvimento, da Universidade de Oxford. Contém informação muito relevante sobre imigração, compilada por técnicos e investigadores especialistas nesta temática, que disponibiliza, bem como possibilita o acesso on-line à biblioteca.
http://www.gcim.org/en/
A Comissão Mundial sobre Migrações Internacionais, com sede em Genebra, disponibiliza informação em inglês, francês e espanhol. É composta por 19 Comissários que propõem, num quadro alargado de acção, várias recomendações que abragem entre outras, as áreas do mercado de trabalho, do desenvolvimento, dos direitos humanos, das migrações ilegais.
http:// www.ic.cv
O Instituto das Comunidades de Cabo Verde é um serviço personalizado do Estado, encarregado de promover e executar a política governamental relacionada com as comunidades cabo-verdianas no exterior. O IC tem sede na cidade da Praia, mas pode criar delegações ou outras formas de representação em qualquer outro, desde que promova a defesa dos direitos e bem estar dos cidadãos cabo-verdianos.
http://www.ilo.org
http://www.ilo.org/public/english/protection/index.htm
http://www.ilo.org/public/english/protection/migrant/index.htm
Sítio da Organização Mundial do Trabalho para as questões da política social e do trabalho. A OIT, com sede em Genebra, tem várias disposições no quadro dos seus objectivos por forma a que todos os Estados Membros implementem medidas e políticas activas de promoção do pleno emprego sem ter em conta a raça, a cor, o sexo, a religião, a opinião política, a nacionalidade ou origem social.
http://www.imi.ox.ac.uk/
O International Migration Institute desenvolve estudos para a compreensão global das questões relacionadas com as migrações.
http://www.imiscoe.org/
O IMISCOE (International Migration, Integration and Social Cohesion in Europe) é uma Rede Europeia composta por 19 Centros de Investigação. Desenvolve estudos para a compreensão do fenómeno das migrações, da integração e inserção dos imigrantes no país de acolhimento, bem como em formas de adaptação institucional que permitam a coesão social.
http:/www.international.metropolis.net
Sítio do Projecto Metropolis congrega várias organizações de investigação mundiais. Tem como base resultados de investigação universitária sobre as questões das migrações, os seus membros visam elaborar medidas que possam melhorar as políticas de imigração.
http://www.iom.int
Sítio da Organização Internactional para as Migrações. Com sede em Genebra é constituída por 116 estados membros e por 21observadores internacionais do qual fazem parte organismos governamentais e não governamentais.
http://www.ippr.org/policyareas/?id=1230
No sítio do Instituto de Investigação para as Políticas Governamentais, de entre diversas áreas públicas, é disponibilizada informação sobre migração e integração de projectos, eventos, monografias e artigos.
http://www.jesuitas.pt/jesnet/
Sítio do Centro Pedro Arrupe (JRS) é um lar para acolhimento de imigrantes sem-abrigo. O Centro está sedeado em quatro lojas na Ameixoeira e tem capacidade para 25 imigrantes.
http://www.migpolgroup.com/documents/3169.html
Relatórios sobre combate à discriminação na União Europeia.
http://www.migpolgroup.com/multiattachments/2143/DocumentName/brussels-european-civic-citizenship-and-inclusion-index.pdf
Documento sobre o “Índice europeu de cidadania e inclusão”.
http://www.migpolgroup.com/multiattachments/3011/DocumentName/EMD_Portugal_2005.pdf
“Relatório sobre a imigração em Portugal-2005”.
http://www.migrante.org.br/as_migracoes_internacionais_contemporaneas_160505b.htm
Ligação dinâmica para um estudo sobre Migrações Internacionais Contemporâneas de Roberto Marinucci, Teólogo, professor na Universidade São Boaventura e investigador do Centro Scalabriniano de Estudos Migratórios e Rosita Milesi, Religiosa Scalabriniano, advogada e directora do Instittuto Migrações e Direitos Humanos.
http://www.migrationdrc.org/
Sítio do Centro de Investigação e Desenvolvimento para as Migrações, Globalização e Pobreza. Aborda várias temáticas, tipos de migrações, e zonas geográficas onde estes fenómenos têm maior incidência.
http://www.migrationpolicy.org
O Migratio policy Institute é uma organização independente, não partidária, que estuda as políticas da migrações a nível international.
http://www.monde-diplomatique.fr/index/sujet/immigration
Página do sítio do jornal Monde Diplomatique com múltiplas ligações ao conceito Imigração.
http://www.multiculturas.com/
O CEM – Centro de Estudos Multiculturais é um centro interuniversitário e transnacional, dedicado ao estudo e valorização do multiculturalismo e das culturas da imigração.
http://www.oecd.org
http://www.oecd.org/topic/0,2686,en_2649_37415_1_1_1_1_37415,00.html
A OECD (OCDE) – Organização Económica para a Cooperação e o Desenvolvimento debruça-se sobre vários aspectos, nomeadamente no que às actividades migratórias no seio dos países membros diz respeito, analisando os aspectos económicos e sociais das migrações.
http://www.oi.acime.gov.pt/
Sítio do Observatório da Imigração que reune, trata e disponibiliza informação sobre a problemática geral da imigração em Portugal.
http:// www.plataformaongd.pt/
A Plataforma Portuguesa das ONG para o Desenvolvimento é uma associação privada sem fins lucrativos que congrega a grande maioria das ONGD portuguesas registadas no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Promove as boas práticas pela formação e informação junto dos Países em Desenvolvimento, em áreas como a Cooperação para o Desenvolvimento, a Ajuda Humanitária e de Emergência e Educação para o Desenvolvimento.
http://www.rsc.ox.ac.uk/
O Refugee Studies Centre (RSC) da Universidade de Oxford investiga e lecciona temas ligados às causas e consequências provocadas pelo movimento migratório nos países de acolhimento.
http://www.social.gouv.fr/htm/modedemploi/vocab.htm
Sítio da Comissão de Terminologia com acesso a termos relacionados com os conceitos imigração e integração.
http://www.social.gouv.fr/rubrique.php3?id_rubrique=45
Sítio do Ministério do Emprego e da Coesão Social francês com acesso a formulários, banco de emprego, dossiers temáticos sobre migração e integração.
http://www.socinovamigration.org/
O SociNova/Migrações é um Centro de Investigação da Universidade Nova de Lisboa que produz investigação sobre os fluxos migratórios e contribui para fornecer orientações para o desenvolvimento de boas políticas que tenham em conta as situações e as necessidades concretas dos vários países da Europa e dos diferentes países de origem dos imigrantes.
http://www.sosracismo.pt/
Sítio que se propõe lutar contra o Racismo e a Xenofobia em Portugal, contribuindo para a formação de uma sociedade em que todos tenham os mesmos direitos.
http://www.ulb.ac.be/assoc/odysseus/index2.html
A Rede Odysseus, com sede no Instituto de Estudos Europeus da Universidade Livre de Bruxelas, tem um partenariado composto por várias instituições académicas e visa o estudo sobre imigração e asilo na Europa.
http://www.un.org/esa/population/hldmigration/
Ligação dinâmica para a página da Assembleia Geral das Nações Unidas que aborda as questões sobre Migrações e Desenvolvimento.
http://www.un.org/spanish/Depts/dpi/portugues/mensagem_sg_migra.html
Mensagem de Kofi A. Annan, Secretário-Geral das Nações Unidas intitulada Razões pelas quais o nosso mundo precisa de gerir melhor as migrações
http://www.univ-ab.pt/investigacao/cemri/index.html
O sítio do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI) é uma unidade de investigação da Universidade Aberta que desenvolve e promove estudos sobre as questões da migração e do multiculturalismo.
http://www.vie-publique.fr/politiques-publiques/politique-immigration/index/
Sítio francês sobre políticas governamentais, nomeadamente sobre política de imigração.
http://www.washingtonpost.com/wp-srv/world/interactives/journeyborder/index.html
O Washington Post apresenta “Journey to the Border”, uma viagem de migrantes que começa na fronteira da Guatemala com o México e percorre o deserto com destino ao Arizona e ao Texas, nos Estados Unidas da América. A reportagem mostra a travessia do Rio Suchiate que separa a Guatemala do México, as possibilidades de viagem ilegal por comboio e os múltiplos perigos de acidente, cujo resultado é acompanhado, diariamente, num Hospital local. É ainda feito o retrato do mais recente centro de detenção a funcionar em Tapachula, no México.
http://allafrica.com/stories/printable/200608150011.html
O AllAfrica disponibiliza um artigo sobre imigração em Portugal: a aprovação em Conselho de Ministros da nova Lei de Imigração e o despacho referente à simplificação administrativa dos processos pendentes ao abrigo do disposto no artigo 71 do Decreto-Regulamentar n.º6/2004, de 26 de Abril.

Fonte: cfr. www.imigrante.pt