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O assistente da Obra Católica Portuguesa de Migrações esteve recentemente no Canadá mais propriamente em Cambridge, no sul da Província do Ontário, e viu uma comunidade “viva” e ativa que paroquialmente está “envelhecida” mas mantém a dinâmica.

“Eles têm muitas coisas, Impérios do Espírito Santo, bastantes clubes de futebol, associações. A maior padaria portuguesa é enorme e fornece o pão a quase toda a gente. Há muitas lojas com produtos portugueses”, contou frei Francisco Sales sobre uma comunidade “empenhada e ativa” que é “interessante” de se conhecer.

À Agência ECCLESIA, o assistente da Obra Católica Portuguesa de Migrações comentou que a nível paroquial a comunidade de Cambridge, no Canadá, “é viva” e existem muitos grupos de animação musical, entre outros.

Contudo, relata o frade franciscano, as gerações mais novas “não aderem tanto” e vê-se “muita gente idosa” porque a “comunidade também está envelhecida, não há emigração”.

“Falta a catequese, as paróquias não têm e, normalmente, dá uma grande vida. Faz parte da cultura a catequese ser dada na escola católica e os sacramentos também, pode ser muito positivo e educativo mas das comunidades mais morta com menos vida”, desenvolve o frei Francisco Sales.

A comunidade portuguesa de Cambridge foi fundada há 56 anos e este ano celebra duas efemérides: Os 50 anos da construção da igreja paroquial e os 25 anos da construção da capela do Senhor Santo Cristo e da “primeira festa” em sua honra.

Foi esta a festa que levou o assistente da Obra Católica Portuguesa de Migrações ao Canadá uma vez que foi convidado a presidir às celebraçõesdo Senhor Santo Cristo dos Milagres, na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, “uma das paróquias nacionais portuguesas”. A Igreja do Canadá instituiu as paróquias nacionais, ligadas a cada cultura.

Cambridge fica no sul da Província do Ontário, no Canadá e tem 140 mil habitantes; A comunidade portuguesa e lusodescendentes tem cerca de 42 a 45 mil elementos.

“A maioria dos que conheço e vejo são da Ilha de Santa Maria, dos Açores. É interessante que escolheram como festa que manifestasse a unidade da paróquia o Santo Cristo do Milagres, que é de São Miguel”, comenta o frei Francisco Sales acrescentado que também há muitas pessoas da Ilha Terceira e o pároco, o padre António Cunha, é natural de Braga.

Uma comunidade que foi crescendo e hoje tem grande expressão, com os pais a incentivarem os filhos a estudar sendo que há lusodescendentes em variadíssimas áreas profissionais como médicos, advogados.

A presença de portugueses no Canadá é do século XVI mas a emigração só começou a ter expressão a partir de 1953.