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Luxemburgo: Com os migrantes, aprender a paixão por Deus

Luxemburgo: Com os migrantes, aprender a paixão por Deus

Os Missionários de S. Carlos, mais conhecidos por Scalabrinianos, são uma das expressões do carisma da Vida Religiosa na vida e santidade da Igreja que peregrina no Grão-Ducado do Luxemburgo.

Uma Congregação Missionária fundada em 1887, em Itália, pelo Bem-aventurado João Baptista Scalabrini, bispo, e hoje presente em 33 países com 600 missionários. No ano 1889 fundada uma Obra Social, sob a responsabilidade de Leigos, para a Proteção Legal e Social dos migrantes das mãos dos traficantes de seres humanos e intermediários transportadores, que hoje continuam a existir onde há mobilidade humana.

Para assinalar este ano da Vida Consagrada, numa igreja luxemburguesa onde esta condição de vida atravessa uma forte descaracterização e pouca expressão colegial, os scalabrinianos, conscientes de serem um pequeno sinal evangélico e fermento de universalidade através do serviço aos migrantes, informam sobre três eventos:

– 1 de Junho : Aniversário da morte do Fundador – Jornada de Espiritualidade na Abadia beneditina de Clervaux.

– 27 de Junho : Jornada de Encontro e Oração entre Sacerdotes e Leigos Scalabrinianos (MLS).

– 4 de Novembro : Festa do Padroeiro, S. Carlos Borromeu – Jornada Fraterna Intercomunitária, em Esch-sur-Alzette.

Os scalabrinianos são uma congregação em transformação e renovação. O primeiro sacerdote vietnamita foi ordenado recentemente, facto que marca o processo de interculturalidade em acto na Congregação, desde há 25 anos, onde os europeus vão dando lugar a vocações oriundas da América e Ásia. Uma mudança vivida na esperança e em comunhão com muitas outras congregações missionárias na Igreja.

Luxemburgo: Ser catequista numa Igreja em renovação

O Encontro anual dos catequistas da Comunidade lusófona do Luxemburgo vai acontecer no domingo, 28 de setembro, no sul do país, em Esch-sur-Alzette.

A sessão de formação é organizada pela Equipa pastoral da Missão católica de língua portuguesa do Luxemburgo (na foto), com as suas sedes regionais em Schieren, Luxemburgo Ville e Esch-sur-Alzette.

A Missão católica, desde os seus inícios, colocando-se ao serviço das famílias migrantes, tem praticado o modelo da Catequese em Comunidade, sistema inovador introduzido pelos missionários (padres e religiosas) e famílias migrantes na vida da Igreja que peregrina no Luxemburgo.

Este evento, que atinge a sua 11ª edição, pretende reunir todos os leigos comprometidos na educação da fé das crianças e adolescentes confiadas por seus pais à Missão.

Vão ser formadores principais os sacerdotes: P. Sérgio Mendes e P. Vincent Klein. A sessão tem como principal objectivo: contribuir para uma melhor formação teológica e pedagógica dos 80 catequistas que, de forma totalmente voluntária e gratuita, se dedicam a esta tarefa evangelizadora da Igreja.

No ano passado a Missão católica do Luxemburgo acompanhou cerca de 630 crianças e adolescentes e preparou para o Crisma cerca de 110 jovens e adultos.

O Encontro terá como tema ”Uma Igreja em contínua renovação no Luxemburgo” e inspira-se ao apelo de “conversão pastoral e missionária” apresentado pelo Papa Francisco na sua primeira Exortação Apostólica “A Alegria do Evangelho” (n.25), texto programático para todas as comunidades e movimentos cristãos.

 

Missão Católica Língua Portuguesa Equipa Pastoral Portuguesa

Cabo Verde: Palmeira festejou o justo José, exemplo de fé madura

No domingo 17 de março a comunidade de Palmeira acolheu as outras comunidades do Sal para honrar São José, esposo da Virgem Maria e padroeiro da vila piscatória. A festa, no contexto do Ano da Fé, aconteceu sob o lema paulino: “Não me envergonho, sei em quem acreditei” (2 Tm 1,12)

Tudo começou com uma caminhada penitencial de cerca de duas horas onde, entre cânticos, silêncio e reflexões, cerca de 400 pessoas peregrinaram de Espargos até Palmeira. Foram o sentido da fraternidade cristã, da presença libertadora de Deus na história dos pobres e da penitência quaresmal a animar este povo peregrino no deserto. Todos irmanados rumo à mesma meta: aprender com S. José aquela fé que sabe questionar a vida e a lei, que atravessa a crise do acreditar maduro, que adere silenciosamente ao projeto de Deus apenas por amor: o amor da pessoa amada, Maria, renunciando ao projeto pessoal, e o amor ao plano desconcertante de Deus, acolhendo Jesus. José ensina-nos a alegria do acreditar e recorda-nos que só há felicidade plena na fidelidade total!

Na eucaristia, celebrada no adro da capela e animada pelo coro da comunidade, as comunidades partilharam suas belezas e trabalho humano: as redes com peixe (Palmeira), as flores frescas e coloridas (Murdeira), os pacotes de sal do vulcão (Pedra de Lume), as tartarugas em vias de extinção (Santa Maria), a fruta e os legumes da terra (Espargos). O ofertório foi um hino à diversidade e à riqueza que a comunidade encerra devido às migrações internas. Foram lembrados os emigrantes que na diáspora honram Cabo Verde e a Igreja.

No final da eucaristia, graças à generosidade dos audazes pescadores, aconteceu a tradicional procissão no mar com a imagem de S. José. Os pescadores com oito botes decorados levaram ao mar o carpinteiro de Nazaré para os proteger na faina do mar. No final, o sacerdote abençoou os pescadores e suas famílias, como também todos os que trabalham naquele porto marítimo. Seguiu-se o canto de uma morna por um artista da terra que cantou a vida e a fé do pescador, como homenagem da inteira comunidade aos pais presentes. Foi homenageado o pai mais idoso da vila de Palmeira.

A Comissão da Festa ofereceu a toda a população, inclusos também turistas e estrangeiros residentes, um almoço fraterno e popular. Almoço que foi fruto da campanha de angariação de géneros alimentícios e outros apoios junto de benfeitores individuais e institucionais do Sal. Durante a tarde cultural foram acontecendo no palco: teatro amador, danças de crianças, mensagens aos pais, testemunhos sobre a família e muita música caboverdeana. “Os justos florescerão como a palmeira” (Salmo 92, 13). A Festa deixou um desafio: que o exemplo de S. José de Nazaré inspire todos os pais e esposos para que floresça nas famílias do Sal: muito amor, fidelidade e paternidade responsável.

R. Pedro