A Igreja Católica acompanha de perto há mais de 50 anos os emigrantes no Luxemburgo, uma presença destacada pelo coordenador da Pastoral de Língua Portuguesa no Luxemburgo, o padre Rui Pedro.
O missionário scalabriniano está presente na comunidade de Esch-sur-Alzette, no sul do Luxemburgo, e acolhe muitos dos emigrantes portugueses que procuram a comunidade na ajuda da documentação ao que o centro de escuta social tenta dar resposta.
Cerca de 110 mil portugueses vivem naquele pequeno país constituído por meio milhão de habitantes, onde o padre Rui Pedro encontra perto de 2500 pessoas em cada domingo.
A comunidade dinamiza celebrações dominicais, catequese, formação de leigos, atendimento pastoral, visitas a doentes e a reclusos, reuniões com clero luxemburguês e participação na diocese, para além da animação de uma associação social.
Entre as dificuldades que se encontram no terreno, o religioso
aponta à Agência ECCLESIA o facto de os portugueses constituírem uma comunidade numerosa e “exigente a nível da tradição religiosa popular”, para além do processo de integração eclesial devido à reestruturação jurídica e económica em ato na diocese.
Os portugueses têm de aprender a viver num pequeno país que “é e insiste em continuar trilingue”. Já do ponto de vista da Igreja, sente-se “a insuficiente formação cristã e pouca disponibilidade dos leigos”.
Para o futuro existem projetos de catequese em língua portuguesa (340 crianças e 80 jovens/adultos) em duas comunidades e para as crianças fronteiriças da vizinha França.
O Luxemburgo acolhe cinco celebrações eucarísticas dominicais em cinco cidades e a comunidade portuguesa é acompanhada por uma equipa de animação: 1 sacerdote, 2 leigos assistentes pastorais e grupo de voluntários (catequistas, grupos corais, visitadores doentes, grupo do Centro Social).
A Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana e a Obra Católica Portuguesa de Migrações enviaram em 2015 uma mensagem à missão portuguesa no Luxemburgo, por ocasião dos seus 50 anos de missão no país.
No texto, os dois organismos destacam a importância desta data e tudo o que ela “significa de emoção e memória” para aqueles que, ao longo “de diferentes gerações”, apoiaram a integração das comunidades de emigrantes portugueses no Luxemburgo.
No dia 10 de junho – Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas – tem lugar às 10h00, na Praça Joseph Thorn, bairro de Merl, na capital do Luxemburgo a tradicional cerimónia de deposição de uma coroa de flores no busto do poeta Luiz Vaz de Camões. A cerimónia, que será aberta ao público, é presidida, em representação do Governo português, pela Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa