Nos dias 13 e 14 de Maio, na Escola Profissional de Setúbal, teve lugar o 1º Encontro Nacional do Processo Nómada II, dinamizado pela Drª Mirna Montenegro, subordinado ao tema “Promoção da transformação da Escola e da Cidadania das Comunidades Ciganas”.

1º ENCONTRO NACIONAL DO NÓMADA II: A CIDADANIA DAS COMUNIDADES CIGANAS
Nos dias 13 e 14 de Maio, na Escola Profissional de Setúbal, teve lugar o 1º Encontro Nacional do Processo Nómada II, dinamizado pela Drª Mirna Montenegro, com organização do ICE (Instituto das Comunidades Educativas), subordinado ao tema “Promoção da transformação da Escola e da Cidadania das Comunidades Ciganas”.
Começando com intervenções de Olga Mariano (AMUCIP – Associação para o Desenvolvimento das Mulheres Ciganas Portuguesas) sobre “Associativismo no feminino”, do Centro de Informação e Intervenção de Proximidade das Manteigadas de Setúbal e da Divisão de Inclusão Social da Câmara Municipal de Setúbal (Drª Vanda Narciso) sobre “os desassossegos da participação na cidadania”, do Agrupamento de Escolas de Serpa (Drª Isabel Estevens) sobre “estratégias de aprendizagens” e do Agrupamento de Escolas e da Associação Cultural e Social do Algoz e ainda da Equipa de Educação Pré-escolar Itinerante de Silves sobre “descobertas interpessoais”, cedo se percebeu a “vivencialidade” e a “proximidade” das experiências relatadas e que este seria um Encontro “diferente” porque muito experimental e pouco teórico.
Dos grupos de debate e reflexão sobre “associativismo cigano e seus desafios” (dinamizado por Mirna Montenegro), “participação e cidadania: inquietações e práticas” (Vanda Narciso) e “aprendizagens informais e formalismo escolar: que diálogo?” (Isabel Estevens) foram apresentadas sínteses seguidas de comentários/desafios a cargo de Mirna Montenegro, Francisco Monteiro, Reinhard Naumann (Fundação Friedrich Ebert) e Rui d’Espiney (ICE). O Encontro terminou com um almoço piquenique convívio e com um workshop de dança flamenca com as Zíngaras da AMUCIP.
Se o Encontro teve um tema dominante, esse foi o da cidadania vivenciada no caminho convergente de pessoas e grupos com diferenças culturais e o das consequências desta “cidadaniovivência” para uma verdadeira aprendizagem escolar pelas crianças de cultura cigana.